Irã ameaça instituições financeiras dos EUA com retaliação em caso de ataque

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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou neste domingo (22) que instituições financeiras que financiam o orçamento militar dos Estados Unidos se tornarão o próximo alvo legítimo do país. A declaração, publicada no X, alerta que os títulos do Tesouro americano estão “banhados com o sangue iraniano” e que comprá-los equivale a financiar ataques contra ativos e infraestrutura iranianos.

“Estamos monitorando seus portfólios, esse é o seu aviso final”, afirmou Ghalibaf.

Em outra publicação, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, rebateu relatos sobre o fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo ele, o estreito não está bloqueado, mas sim que os navios hesitam em passar devido ao temor das seguradoras em relação à guerra, cuja iniciativa ele atribui aos EUA e Israel. “O Estreito não está fechado. Os navios estão hesitando porque seguradoras temem a guerra cuja escolha de iniciar foi de vocês, e não do Irã”, escreveu Araghchi.

O diplomata iraniano ressaltou que “nenhuma seguradora ou iraniano será abalado por novas ameaças” e pediu respeito de americanos e israelenses. “A liberdade de navegação não existe sem liberdade de comércio. Respeite ambos, ou não espere nenhum deles”, disse.

Anteriormente, o Irã havia informado que o Estreito de Ormuz estava completamente fechado para embarcações de países “inimigos”. O regime persa também ameaçou causar “danos irreversíveis” a alvos de energia, tecnologia e dessalinização de países do Oriente Médio que abrigam bases americanas, como retaliação caso o presidente Donald Trump prossiga com a intenção de atacar instalações de energia do Irã.

**Reflexos para o Norte de Minas**

A escalada das tensões no Oriente Médio e as ameaças de retaliação econômica podem ter repercussões globais, afetando mercados financeiros e o preço de commodities, como o petróleo. Embora o Norte de Minas não esteja diretamente envolvido no conflito, flutuações nos preços internacionais de energia podem impactar o custo de transporte e produção na região, influenciando a economia local. A instabilidade geopolítica também pode afetar a confiança de investidores, com potenciais reflexos em projetos de desenvolvimento no estado.

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