O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou a tensão internacional ao ameaçar destruir as usinas elétricas do Irã caso o país islâmico não reabra o Estreito de Ormuz em 48 horas. A declaração, feita nas redes sociais do mandatário americano, aponta para um possível ataque direcionado à infraestrutura energética iraniana, que tem o gás natural como principal fonte de geração de energia.
Dados da Agência Internacional de Energia (AIE) revelam que, em 2023, aproximadamente 80% da eletricidade produzida no Irã provinha do gás natural. Esse percentual corresponde a cerca de 303 mil gigawatts-hora. A geração total de energia no país registrou um crescimento expressivo de mais de 65% entre 2010 e 2023, consolidando o Irã como o segundo maior produtor de eletricidade na região, atrás apenas da Arábia Saudita.
Entre os alvos potenciais citados está a usina de ciclo combinado de Damavand, localizada a sudeste de Teerã. Com capacidade estimada em cerca de 3 mil megawatts, a usina representa aproximadamente 4% da capacidade energética total do Irã nos últimos anos. A energia nuclear, embora represente uma parcela mínima da geração total, já esteve envolvida em incidentes anteriores, como um ataque de drone próximo à usina de Bushehr.
A ameaça de Trump surge em um momento de crescente instabilidade no Golfo Pérsico, com mais de 20 países já tendo se manifestado em apoio ao desbloqueio do Estreito de Ormuz. Esta passagem marítima estratégica, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é vital para o comércio global e funciona como uma fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica.