Zelensky critica alívio de sanções contra Rússia e alerta: ‘Ajuda a financiar a guerra’

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um apelo enérgico neste domingo (22) pela reintrodução das sanções econômicas contra o petróleo russo. Segundo o líder ucraniano, a flexibilização dessas medidas permitiu que a Rússia aumentasse suas vendas de petróleo bruto, destinando os recursos para financiar a guerra em andamento.

“Devido ao alívio das sanções, a Rússia aumentou suas vendas de petróleo bruto para financiar a guerra. As receitas dão à Rússia uma sensação de impunidade e a capacidade de continuar a guerra. É por isso que a pressão deve continuar e as sanções devem funcionar”, declarou Zelensky em uma postagem na rede social X.

Zelensky detalhou o impacto da continuidade dos ataques, informando que, apenas na última semana, a Ucrânia foi alvo de aproximadamente 1.550 drones, mais de 1.260 bombas aéreas guiadas e dois mísseis russos. Ele enfatizou a necessidade de que a frota de navios-tanque russos, utilizada para burlar as sanções, não se sinta segura.

“A frota clandestina da Rússia não pode se sentir segura em águas europeias ou em qualquer outro lugar. Os petroleiros que servem ao orçamento de guerra podem e devem ser detidos e bloqueados, e não apenas liberados”, acrescentou o presidente ucraniano.

A retirada parcial das sanções contra o petróleo russo ocorreu em 12 de novembro, impulsionada por uma decisão dos Estados Unidos. A medida foi tomada em meio à volatilidade nos preços do petróleo, exacerbada pelo bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz e as incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio. Na ocasião, o governo americano autorizou temporariamente a venda de petróleo russo que estava retido em navios.

Impacto para o Brasil e o Mundo

Embora a notícia se refira diretamente às sanções impostas à Rússia, a dinâmica do mercado de petróleo tem repercussões globais. Mudanças na oferta e demanda, especialmente de um grande produtor como a Rússia, podem influenciar os preços internacionais do barril. Isso, por sua vez, afeta o custo de combustíveis e insumos em diversos países, incluindo o Brasil. A instabilidade no Oriente Médio, citada como um dos fatores para a flexibilização das sanções, também contribui para a incerteza e a flutuação dos mercados energéticos mundiais.

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