Formiga e Luciana Zogaib Lideram Avanço do Futebol Feminino com Mais Segurança e Visibilidade

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A luta por um espaço mais consolidado no futebol brasileiro ganha força com a atuação de figuras como a ex-jogadora Formiga e a narradora Luciana Zogaib. Ambas enfatizam a necessidade de um ambiente seguro e de políticas públicas eficazes para impulsionar a modalidade, que ainda enfrenta forte resistência cultural e preconceito.

Com passagens marcantes pela Seleção Brasileira e sete Copas do Mundo disputadas, Formiga, agora diretora de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino no Ministério do Esporte, aponta a segurança como pilar fundamental. “Precisamos trazer segurança não só para essas atletas de hoje, mas para todas as meninas, mulheres, independentemente em que cargo estejam, seja como treinadora, árbitra, diretora”, declarou. Ela ressalta que, apesar do talento abundante, a falta de estrutura limita o avanço. A consolidação de times femininos em todos os estados, com foco na formação de base, é vista como essencial, espelhando o sucesso de São Paulo, mas buscando um equilíbrio nacional.

A jovem Isadora Jardim, de 14 anos, vivencia os desafios e as conquistas de perto. Deixou o Distrito Federal para atuar no Corinthians em São Paulo, conciliando treinos matinais e estudos à tarde. Convocada para a Seleção Brasileira sub-15, Isadora já ouviu comentários desanimadores como “futebol não é para mulher”. Ela, porém, aprendeu a lidar com as críticas e a se fortalecer. “Nunca desistam e continuem treinando”, incentiva para outras meninas com o mesmo sonho.

Na área da narração esportiva, Luciana Zogaib, que integra as equipes da TV Brasil e da Rádio Nacional, aborda a predominância masculina e a resistência cultural. “Culturalmente, o machismo no futebol é muito, muito forte”, afirma. Ela destaca a importância da presença feminina nas cabines como um meio de abrir o mercado e gerar oportunidades para outras profissionais.

Copa de 2027 como Impulso

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) tem o futebol feminino como prioridade em sua programação e participa ativamente dos preparativos para a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, que acontecerá no Brasil. Em colaboração com o Ministério do Esporte, a EBC discute estratégias para levar o esporte a regiões remotas do país, com foco no legado social e esportivo do evento.

Visibilidade Ampliada na TV Brasil

Pelo terceiro ano consecutivo, a TV Brasil exibirá jogos da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino, além de confrontos decisivos das Séries A2 e A3 e as categorias de base (Sub-17 e Sub-20). A iniciativa visa aumentar a visibilidade da modalidade em todo o território nacional.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora as iniciativas mencionadas tenham caráter nacional, a expansão do futebol feminino e o investimento em políticas de apoio podem reverberar positivamente no Norte de Minas. A criação de mais oportunidades de base e a maior visibilidade do esporte podem inspirar jovens da região a buscarem carreiras no futebol, fomentando o desenvolvimento local e regional. O fortalecimento de estruturas em outros estados pode servir de modelo para que clubes e federações mineiras também priorizem a modalidade, gerando novas competições e talentos para a região.

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