O dólar comercial encerrou o último pregão em leve alta de 0,12% frente ao real, atingindo a cotação de R$ 5,24. A valorização da moeda americana acompanhou a tendência observada no mercado internacional, onde o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas globais fortes como o euro e a libra, registrou alta de 0,38%.
A instabilidade no cenário global, marcada pela aversão ao risco dos investidores, foi o principal fator por trás do desempenho do dólar. A continuidade das incertezas em torno do conflito no Oriente Médio e o consequente aumento nos preços do petróleo pressionaram os mercados, mesmo com sinais vindos dos Estados Unidos sobre avanços nas negociações com o Irã.
Nesta segunda-feira (30), o presidente americano, Donald Trump, reiterou em suas redes sociais que os EUA estão em negociações para encerrar o conflito armado no Irã. Trump, contudo, alertou que, caso um acordo não seja selado em breve, os EUA podem adotar medidas drásticas, como ataques a usinas de energia, poços de petróleo e infraestruturas críticas iranianas.
A entrada da milícia Houthi no conflito durante o fim de semana acentuou a escalada das tensões na região, impulsionando os preços do petróleo. O barril de Brent para junho fechou em alta de 1,96%, a US$ 107,39, reavivando temores inflacionários devido aos custos elevados de energia.
No âmbito econômico doméstico, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda, apresentou ajustes nas projeções para a economia brasileira em 2026. A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 foi elevada de 4,17% para 4,31%. As previsões para a taxa Selic permaneceram estáveis em 12,50% ao ano, e a projeção para o câmbio no fim de 2026 manteve-se em R$ 5,40 por dólar.
Em paralelo, o Tesouro Nacional informou que o governo central registrou um déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro. Este resultado foi melhor do que o esperado pelo mercado e representa uma queda real de 8,4% em comparação com o mesmo mês de 2025.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 0,21% frente ao real, sendo cotado a R$ 6,03.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora a notícia principal trate de dinâmicas financeiras globais e nacionais, a instabilidade no preço do petróleo pode ter repercussões indiretas para a economia do Norte de Minas Gerais. O aumento nos custos de combustíveis e energia impacta diretamente os setores de transporte e agronegócio, pilares da economia regional. A alta do dólar, por sua vez, pode afetar o custo de insumos importados utilizados pela indústria e agricultura local, além de influenciar o planejamento de viagens e remessas internacionais.