ONU adia votação sobre uso de força para reabrir Estreito de Ormuz; China se opõe

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas adiou para a próxima semana a votação de uma resolução proposta pelo Bahrein, que busca autorizar o uso de força para garantir a navegação comercial no Estreito de Ormuz. A decisão foi comunicada por diplomatas nesta sexta-feira (3), sem data específica definida para a nova deliberação.

A China, membro permanente com poder de veto, já manifestou sua clara oposição a qualquer autorização que envolva o uso da força militar. O Bahrein, que atualmente preside o Conselho, elaborou um rascunho da resolução prevendo a permissão de “todos os meios defensivos necessários” para a proteção do tráfego marítimo.

Em uma tentativa de angariar apoio e superar objeções, especialmente da Rússia e da China, o Bahrein, com o respaldo de outros Estados árabes do Golfo e de Washington, já havia retirado referências explícitas à aplicação coercitiva da medida. Uma reunião do Conselho, inicialmente prevista para esta sexta e depois remarcada para sábado (4), ainda não tem data oficial para a votação.

Desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, os preços do petróleo registraram alta, intensificando a tensão e levando ao fechamento efetivo do estreito para o tráfego marítimo comercial, uma rota vital para o abastecimento global.

Um quarto rascunho da resolução passou por um procedimento de silêncio para aprovação até quinta-feira (2), às 13h (horário de Brasília). Diplomatas informaram que o silêncio foi quebrado por China, França e Rússia. No entanto, um texto final foi consolidado, permitindo que a votação ocorra em breve.

O rascunho finalizado prevê que as medidas de proteção da navegação sejam aplicadas “por um período de pelo menos seis meses (…) e até que o Conselho decida de outra forma”. Ainda assim, o enviado chinês à ONU, Fu Cong, reiterou na manhã de quinta-feira a oposição de seu país à autorização de uso da força.

Impacto global e oposição chinesa

A possibilidade de um conflito armado no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o transporte de petróleo, gera preocupações globais. A oposição da China, um dos principais consumidores de energia da região, adiciona uma camada de complexidade diplomática à situação. A proposta do Bahrein visa oferecer segurança a navios comerciais em meio a crescentes tensões geopolíticas.

Próximos passos na ONU

A expectativa agora se volta para a próxima semana, quando o Conselho de Segurança deverá finalmente deliberar sobre a resolução. A posição da China, aliada à da Rússia, pode ser crucial para o desfecho da votação, especialmente se o texto final mantiver a autorização para o uso de força como medida defensiva.

A Reuters informou sobre os desdobramentos da negociação no Conselho de Segurança.

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