Árvore centenária que caiu no Ibirapuera pode ter sido afetada por ciclone, aponta concessionária

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Uma árvore de grande porte que caiu no Parque Ibirapuera, em São Paulo, na tarde da última sexta-feira (2), e deixou três pessoas feridas, pode ter tido suas raízes afetadas por um evento climático extremo. A hipótese técnica preliminar da Urbia, concessionária responsável pela gestão do parque, é que o sistema radicular da planta tenha sido comprometido pelo ciclone extratropical que atingiu a capital paulista em 10 de dezembro de 2025.

Segundo a concessionária, a árvore em questão passava por monitoramento regular e não apresentava sinais visíveis de risco antes da queda. Em 2023, exames realizados na base do tronco, na madeira e nas raízes não indicaram comprometimento estrutural ou instabilidade.

“Durante todo o período de acompanhamento, a árvore não apresentou sinais de declínio estrutural, como aumento de inclinação, perda de vigor, presença de galhos secos ou sintomas de instabilidade”, informou a Urbia em comunicado. A empresa destacou que a árvore chegou a apresentar uma florada intensa e saudável em 2025, reforçando a percepção de que estava em boas condições.

A Urbia sugere que as alterações provocadas pelo ciclone podem ter ocorrido de forma subterrânea, afetando as raízes sem gerar sinais externos perceptíveis, o que dificultaria a identificação prévia do risco. A concessionária concluiu um inventário completo das mais de 15 mil árvores do parque em abril de 2024, um levantamento utilizado para o acompanhamento preventivo da saúde arbórea.

O acidente resultou em três feridos. Uma mulher de 57 anos sofreu traumatismo craniano e lesão no ombro, sendo socorrida de helicóptero pela Polícia Militar e encaminhada ao Hospital São Paulo. As outras duas vítimas sofreram ferimentos leves e receberam atendimento no local.

A Urbia já planeja uma nova rodada de avaliações de campo aprofundadas para 2026, com o objetivo de complementar e atualizar as informações do inventário, fortalecendo os protocolos de prevenção, segurança e manejo arbóreo do parque.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora o incidente tenha ocorrido em São Paulo, a atenção com a gestão e a segurança de áreas verdes em grandes parques é um alerta para a região. No Norte de Minas, onde a arborização urbana e a conservação de áreas naturais são fundamentais para a qualidade de vida e o equilíbrio ambiental, a manutenção e o monitoramento rigoroso das árvores se tornam ainda mais importantes. Eventos climáticos extremos, como os ciclones extratropicais, podem afetar a estabilidade de árvores em parques e vias públicas, exigindo atenção especial de órgãos ambientais e concessionárias responsáveis pela gestão dessas áreas na região.

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