Projeto Roteiro Caiçara impulsiona turismo de base comunitária na Costa Verde do Rio de Janeiro

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O turismo de base comunitária (TBC) ganha força no litoral sul do Rio de Janeiro com o Projeto Roteiro Caiçara. A iniciativa, que completou seis meses de atuação em dezembro de 2025, visa fortalecer as comunidades locais na gestão e oferta de experiências turísticas que respeitam o território, a população e a natureza.

12 Comunidades Envolvidas

O projeto abrange 12 comunidades caiçaras e quilombolas, divididas igualmente entre Paraty (Saco do Mamanguá, Trindade, Parati Mirim, Praia do Sono, Ponta Negra e São Gonçalo) e Ilha Grande, em Angra dos Reis (Bananal, Matariz, Aventureiro, Enseada das Estrelas, Dois Rios e Praia Vermelha). Essas localidades são protagonistas no TBC, com iniciativas de turismo geridas por indivíduos, famílias e coletivos, representando uma história de resistência contra pressões de grilagem e especulação imobiliária.

Cinco Frentes de Atuação

Com duração total de três anos, o Projeto Roteiro Caiçara atua em cinco frentes principais: capacitações para o turismo, obras de infraestrutura, manejo de trilhas, definição de roteiros turísticos e conservação da natureza. A coordenadora do projeto, Bete Canela, explica que o objetivo é empoderar quem já atua no território, oferecendo serviços turísticos de forma organizada e valorizando a cultura local.

“O nosso projeto objetiva fortalecer quem está no território: as comunidades caiçaras, quilombolas, que estão ali há muito tempo e que oferecem serviços turísticos. Então, essa quarta linha do projeto é justamente fortalecer esses roteiros”, afirma Canela. Ela ressalta que o TBC vai além da oferta de serviços básicos, incorporando a narrativa histórica, as tradições, a culinária e o artesanato local.

Legado Físico e Capacitação

O projeto, realizado pelo Instituto Caminho da Mata Atlântica (ICMA), prevê a construção de obras de infraestrutura que servirão de legado para as comunidades, como a reforma de piers e a criação de centros de atendimento ao turista. Essa abordagem garante um impacto físico duradouro nas localidades.

O primeiro período de atuação focou na formação de condutores ambientais. Foram realizados cursos em Trindade (Paraty), Enseada das Estrelas e Praia do Bananal (Ilha Grande), com a participação de cerca de 80 pessoas. Essas formações visam credenciar guias locais, permitindo que atuem de maneira formal e profissionalizada.

Resultados e Próximos Passos

As ações do primeiro semestre de 2025 incluíram 12 reuniões comunitárias, planejamento de obras de infraestrutura, monitoramento de fauna e flora, e formatação de roteiros turísticos. Cerca de 260 pessoas participaram das atividades, que contam com patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.

O segundo período do projeto, iniciado em 2026, dará continuidade à formação de condutores ambientais e ao desenvolvimento das demais frentes de atuação, consolidando o turismo de base comunitária como uma alternativa sustentável e culturalmente rica para a Costa Verde fluminense.

O Que é Turismo de Base Comunitária?

O Turismo de Base Comunitária (TBC) é caracterizado pelo protagonismo local, com a renda e as decisões turísticas originadas no próprio território. A visitação é organizada para respeitar a comunidade e a natureza, garantindo que os benefícios gerados pelo turismo sejam revertidos para a população local e para a conservação do meio ambiente.

Na prática, o TBC busca a geração de renda e trabalho para a comunidade, a conservação ambiental e a valorização da cultura local. Em áreas de alta sensibilidade ambiental, como unidades de conservação, o TBC caminha junto com a preservação, pois os moradores possuem um profundo conhecimento do local e interesse direto em manter o ambiente saudável.

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