Manoel Carlos, o poeta das novelas que eternizou o Rio de Janeiro, morre aos 92 anos

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O Brasil se despede hoje de Manoel Carlos, um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira. O novelista faleceu nesta terça-feira (10), aos 92 anos. A notícia foi confirmada pela família, que emitiu um comunicado nas redes sociais pedindo “respeito e privacidade neste momento delicado”. Maneco, como era carinhosamente conhecido, estava afastado das novelas desde “Em Família”, exibida em 2014.

Há seis anos, Manoel Carlos foi diagnosticado com a doença de Parkinson, e desde então, dedicou-se a cuidados médicos. A produtora Boa Palavra, responsável pelos direitos autorais do autor, também lamentou a perda em nota oficial.

O velório será restrito a familiares e amigos próximos, e o local não foi divulgado.

### Trajetória de um Mestre

Nascido em São Paulo em 14 de março de 1933, Manoel Carlos iniciou sua carreira artística no teatro como ator em 1950. Sua estreia na televisão ocorreu em 1952, com a novela “Helena”, exibida pela TV Paulista, emissora que posteriormente se tornaria a Rede Globo.

Foi na Globo que Maneco consolidou seu nome, tornando-se um dos autores mais queridos do país. Reconhecido por suas protagonistas chamadas Helena, por tramas que exploravam as complexidades das relações familiares e por retratar mulheres fortes, o autor, apesar de paulistano, fez do Rio de Janeiro o cenário inesquecível de suas histórias. Sua obra deixa uma marca indelével na memória da televisão brasileira.

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