Os Blocos Afros do Maranhão ganham destaque especial durante o Carnaval de São Luís, apresentando-se como vibrantes manifestações da ancestralidade, resistência e força da cultura negra no estado. Em 2024, a programação na capital maranhense reafirma a importância desses grupos, que resgatam a estética dos guerreiros africanos ao ritmo contagiante dos tambores.
Nesta sexta-feira, a partir das 16h, 14 blocos afro prometem tomar as ruas do Centro Histórico de São Luís. O cortejo terá início na Praça Deodoro e seguirá em direção à Praça Nauro Machado, em um percurso cercado pelo histórico casario da cidade. Entre os participantes confirmados estão os blocos Abibimã, Africanidade, Akomabu, Aruanda, GDAM e Officina Affro, além do tradicional Filhos do Rei Xangô.
Guardiões da Tradição Afro-Brasileira
No Maranhão, os Blocos Afros desempenham um papel fundamental como guardiões das ricas tradições de matriz africana. Sua atuação abrange a religiosidade, a música, o vestuário e a culinária, além de promoverem importantes ações sociais e formativas nas comunidades onde estão inseridos. Muitos de seus integrantes mantêm laços com outras manifestações culturais emblemáticas do estado, como o Bumba Meu Boi e o Tambor de Crioula.
Histórico e Legado dos Blocos Afros
Dentre os blocos mais antigos e com trajetória consolidada, destacam-se o Akomabu, fundado em 1984, e o Abibimã, estabelecido em 1990. Esses grupos são pioneiros na preservação e difusão da cultura afro-brasileira no estado. O GDAM, que além do Grupo de Dança Afro Malungos, também é responsável pelo Bloco do Reggae, celebra 20 anos de existência em 2024. Este ano, o bloco homenageia duas lendas do ritmo: os icônicos cantores Jimmy Cliff e Bob Marley, reafirmando a conexão do carnaval ludovicense com a música de origem caribenha.