Por que o Comunismo Persiste? Análise Revela Fatores Psicológicos e Históricos

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Apesar de mais de um século de evidências contundentes sobre os fracassos catastróficos do comunismo e do socialismo, a ideologia persiste em atrair intelectuais, artistas, jornalistas e empresários. A lista de tragédias é extensa, incluindo mais de 100 milhões de mortos no século XX, a miséria em Cuba, o Grande Salto Adiante na China, a crise venezuelana, os gulags soviéticos, os campos de extermínio no Camboja e a desesperança no Leste Europeu. A persistência dessas ideias, mesmo diante de fatos inegáveis, sugere que a adesão não se baseia na falta de informação, mas em necessidades psicológicas profundas.

A Ideologia como Religião Secular

O comunismo, para seus adeptos, funciona como uma substituta para a religião, oferecendo uma fé secular que dispensa a prestação de contas. Essa ideologia confere status e prestígio em círculos considerados “progressistas”, ao mesmo tempo que se esquiva de críticas empíricas com desculpas prontas, como a alegação de que o “verdadeiro comunismo nunca foi tentado”. Essa capacidade de resistir à falsificação, aliada a um senso de superioridade moral e à promessa de salvação coletiva sem custo individual, fortalece o apego à doutrina.

A Hipocrisia e a Resistência à Verdade

Uma das características marcantes dos defensores do comunismo é a aparente capacidade de manter a hipocrisia sem conflito de consciência. Desfrutam de bens de consumo modernos, como iPhones e viagens internacionais, enquanto professam ideais anticapitalistas. O filósofo polonês Leszek Kołakowski, ex-marxista, comparou o marxismo a um fenômeno religioso, imune a evidências contrárias. A recusa em repudiar a mentira, como alertou Aleksandr Solzhenitsyn em seu ensaio “Não Viva pela Mentira”, torna a adesão ao comunismo um ato de fé inabalável, exigindo autonegação e um mea culpa que poucos estão dispostos a fazer.

O “Capitalismo com Características Chinesas” e a Escandinávia

A ascensão da China, que tirou centenas de milhões da pobreza através de reformas que liberaram a iniciativa privada – o “capitalismo com características chinesas” –, refuta a narrativa de que prosperidade exige socialismo. O sucesso chinês, impulsionado pelo empreendedorismo e trabalho árduo, contrasta com as críticas sobre a ausência de liberdades políticas, um debate que, segundo o autor, cabe aos próprios chineses. Por outro lado, a Escandinávia, frequentemente citada como exemplo de “socialismo bem-sucedido”, é, na verdade, um modelo de economias de mercado com Estados eficientes e menores, cujos sucessos se devem à baixa regulação e alta abertura comercial, e não a um welfare state ilimitado. Mesmo nesses países, a imigração descontrolada começa a gerar tensões sociais e financeiras.

Natureza Humana e Falha Intrínseca

A conclusão é que o comunismo não falha por má implementação, mas por ser inerentemente contrário à natureza humana. É uma ideologia falha “by design”, incapaz de se sustentar diante da realidade e das aspirações individuais. Combater essa “religião secular” exige não apenas engajamento político ativo, mas também uma dimensão espiritual e discernimento moral para resistir à sedução de promessas vazias.

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