Salvador (BA) – A cada verão, a capital baiana se prepara para ter sua trilha sonora definida. No Carnaval de Salvador, a expectativa para descobrir qual música vai se tornar o grande hit da folia é uma tradição que mexe com artistas e foliões. Nas ruas e nos ensaios, palpites não faltam sobre os futuros sucessos que vão ecoar pelos circuitos.
Entre as apostas dos moradores e visitantes, nomes como Tony Salles com “Panamera” e Léo Santana com “Passa o olhinho aqui no meu corpinho, amor” aparecem como fortes concorrentes. Ivete Sangalo, com “Vampirinha”, também surge como uma das favoritas para dominar as paradas, assim como Bell Marques, sempre presença garantida nos corações dos foliões.
A música “Jetski”, parceria de Pedro Sampaio e Melody, é outra aposta que circula entre o público. A energia e o ritmo contagiante dessas canções prometem embalar os trios elétricos e as multidões que tomam as ruas de Salvador.
Músicas clássicas ainda ditam o ritmo
Apesar da empolgação com os lançamentos, um levantamento recente do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) revela que as canções mais tocadas no Carnaval de Salvador em 2025, até o momento, incluem sucessos mais antigos. “O Verão Bateu em Minha Porta” lidera o ranking, seguido por “Faraó, Divindade do Egito” e o eterno clássico “Eva”. Isso demonstra que, mesmo com novidades, as músicas que marcaram épocas continuam com forte apelo popular.
Carnaval impulsiona a economia criativa
Além de ditar tendências musicais e revisitar canções históricas, o período carnavalesco se consolida como um importante motor para a economia da música. Segundo dados do Ecad, a Bahia se destacou como o segundo estado do país em arrecadação de direitos autorais durante o Carnaval do ano passado, respondendo por 17% do total nacional. Esses números reforçam a relevância do pagamento dos direitos autorais, valorizando o trabalho dos compositores e o reconhecimento de quem cria a trilha sonora de uma das maiores festas de rua do planeta.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora a festa principal ocorra em Salvador, a influência cultural e econômica do Carnaval brasileiro se espalha. Para o Norte de Minas, a movimentação gerada pela folia baiana pode inspirar a organização de eventos locais e o consumo de músicas de artistas baianos, que frequentemente aparecem em playlists e rádios da região. Além disso, a arrecadação de direitos autorais em estados como a Bahia demonstra a força do mercado musical no país, um setor que também movimenta empregos e talentos em Minas Gerais.