As chaves principais do Rio Open, a principal competição de tênis da América do Sul, começam nesta segunda-feira (16) no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. O evento, de nível ATP 500, teve início no sábado (14) com as disputas do qualifying, a fase preliminar. O Brasil entra em quadra com uma participação histórica, liderada pelo jovem talento João Fonseca.
Desde 2014, o Rio Open se consolida como um dos torneios mais importantes do circuito da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), ficando atrás apenas dos Masters 1000 e dos quatro Grand Slams. A edição de 2024 promete grandes emoções, com um número recorde de atletas nacionais buscando destaque.
Destaques brasileiros na primeira rodada
João Fonseca, o principal nome do tênis brasileiro atualmente e número 33 do mundo em simples, abre a participação nacional. O carioca de 19 anos, que recebeu um wild card (convite) da organização, joga na chave de duplas às 16h30 (horário de Brasília) na Quadra Guga Kuerten. Ele terá como parceiro o experiente mineiro Marcelo Melo, de 42 anos e com dois títulos de Grand Slam no currículo. Eles enfrentarão o bósnio Damir Dzumhur e o francês Alexandre Müller. Marcelo Melo, número 55 da ATP em duplas, foi o número um do mundo em 2015.
O duelo seguinte na Quadra Guga Kuerten, previsto para não antes das 19h, também envolve um brasileiro na chave de simples. O paulista Gustavo Heide, número 257 do mundo, igualmente beneficiado por um wild card, medirá forças com o tcheco Vit Kopriva (95º). Em seguida, João Lucas Reis (207º), outro convidado, encara o veterano alemão Yannick Hanfmann (90º).
Ainda nesta segunda-feira, no terceiro jogo da Quadra 1, Igor Marcondes (350º) enfrenta o peruano Ignácio Buse (96º). O paulista de 28 anos alcançou a chave principal de um ATP 500 pela primeira vez na carreira, após superar o português Jaime Faria (148º) no qualifying por 2 sets a 0.
Recorde em simples e parcerias promissoras
O Brasil terá um recorde de seis representantes na chave de simples. Dois deles, João Fonseca e Thiago Monteiro, se enfrentarão na primeira rodada, em confronto ainda a ser agendado. Monteiro, cearense de 31 anos e número 209 do mundo (já foi 61º), classificou-se pelo qualifying, vencendo o sérvio Dusan Lajovic (123º) de virada no domingo.
Outro jovem talento, Guto Miguel, de 16 anos e terceiro do mundo entre os juvenis, fará sua estreia em uma chave principal de ATP 500. Atualmente na 1586ª posição no ranking adulto, o goiano recebeu um wild card e enfrentará o lituano Vilius Gaubas (127º), em partida a ser marcada.
Nas duplas, além de João Fonseca e Marcelo Melo, o Brasil conta com mais três parcerias. Os gaúchos Orlando Luz (54º do mundo) e Rafael Matos (34º), que acabam de conquistar o ATP 250 de Buenos Aires, estreiam contra o argentino Guido Andreozzi (31º) e o francês Manuel Guinard (25º). Marcelo Demoliner (82º) e Fernando Romboli (45º) enfrentam os franceses Sadio Doumbia (26º) e Fabien Reboul (27º). Por fim, os paulistas Felipe Meligeni Alves (441º) e Marcelo Zormann (154º) jogam contra o belga Sander Gillé (61º) e o holandês Sem Verbeek (59º). Todos esses confrontos ainda não foram agendados.
Rafael Matos, inclusive, tem um histórico vitorioso no Rio Open, tendo sido campeão em 2024 ao lado do colombiano Nicolás Barrientos e, em 2023, com Marcelo Melo. Essas foram as únicas conquistas brasileiras no torneio até então.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora o Rio Open aconteça na capital fluminense, a participação recorde de brasileiros no torneio de tênis de nível ATP 500 gera um impacto positivo em nível nacional. Para o Norte de Minas, assim como para outras regiões do país, eventos como este fomentam o interesse pelo esporte, inspirando jovens atletas e impulsionando a prática esportiva. A visibilidade de talentos como João Fonseca e a garra dos tenistas que vêm do qualifying, como Igor Marcondes e Thiago Monteiro, podem servir de estímulo para o desenvolvimento de projetos esportivos e a busca por talentos em diversas modalidades na região mineira, reforçando a importância do investimento no esporte de base.