Calango Careta leva folia ‘raiz’ para o último dia de carnaval em Brasília com animais do Cerrado

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O bloco Calango Careta proporcionou uma despedida autêntica do carnaval de Brasília nesta terça-feira (17), último dia de festividades na capital federal. Centenas de foliões acompanharam o cortejo, que se destacou pela animação genuína e pela forte conexão com a cultura local.

A atmosfera vibrante foi garantida pela presença de uma orquestra de sopro e percussão, que embalou os participantes com ritmos contagiantes. Artistas circenses, fantasias elaboradas e alegorias inspiradas na rica fauna do Cerrado completaram o cenário festivo, reforçando a identidade única do bloco.

Origem e Filosofia do Bloco

Criado em 2015, o Calango Careta mantém um mistério em torno de seus desfiles. O dia e o local de saída das ruas são divulgados apenas poucas horas antes do cortejo, aumentando a expectativa e o senso de comunidade entre os participantes.

O sociólogo André Ramos, presente com seu filho Otto, de quatro anos, ambos fantasiados de Chapolin Colorado, elogiou a energia do bloco. “É o bloco mais animado e a banda mais legal. O cortejo é muito legal, é democrático, todo mundo junto. E ele gosta muito, ele que pede para vir”, compartilhou Ramos, evidenciando a atmosfera inclusiva e familiar.

Celebração da Cultura e da Diversidade

Gabriela Antunes, escritora e consultora legislativa, que se fantasiou de sereia, descreveu o Calango Careta como “pura poesia”. Ela ressaltou a importância de blocos que promovem a integração e o respeito. “Eu adoro esse tipo de bloco que não ofende, que é totalmente integrado com a cidade, que as pessoas vêm simplesmente brincar, todo mundo fantasiado. Não tem idade. Se você procurar, vai ter cadeirante, criança, cachorro, gato”, afirmou.

Silvio Marino, professor de grego e italiano, curtiu seu primeiro carnaval no Brasil fantasiado de barril, inspirado no filósofo Diógenes. Para ele, a festa é um símbolo de resistência cultural. “É uma resistência cultural de quem fez esse país, que foi feito com o sangue das pessoas escravizadas. Então é uma festa deles, sobretudo. Carnaval é uma palavra europeia, mas o carnaval de lá e o daqui são muito diferentes. Você entra no carnaval e saboreia as várias culturas que compõem este país”, declarou.

Neste ano, mais de 70 blocos animaram o carnaval no Distrito Federal, demonstrando a vitalidade e a diversidade das celebrações na capital.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora o bloco Calango Careta tenha desfilado em Brasília, a celebração ressalta a importância de manifestações culturais autênticas e inclusivas, um valor que também pode ser observado e fomentado no Norte de Minas. A diversidade de fantasias e a celebração da cultura local em Brasília servem de inspiração para a preservação e o fortalecimento das tradições regionais mineiras, onde blocos de rua e festividades com identidade própria já encantam moradores e turistas.

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