O Carnaval brasileiro, sinônimo de alegria e festa, possui uma rica história musical que moldou sua identidade ao longo do tempo. A jornada das canções que embalam a folia começa com a pioneira marchinha, um gênero que conquistou o país.
A honra de inaugurar este universo musical carnavalesco pertence à icônica composição “Abre Alas”, de 1899, assinada pela genial Chiquinha Gonzaga. Inicialmente, as marchinhas eram fortemente influenciadas por ritmos militares e pelas tradicionais marchas portuguesas. Contudo, com o passar do tempo, elas evoluíram, incorporando de forma marcante o humor e a sátira, características que as tornaram tão queridas pelo público.
Enquanto as marchinhas traçavam seu caminho, um outro ritmo ganhava força e se tornaria a alma do Carnaval: o samba. O marco de sua popularização é frequentemente associado à gravação de “Pelo Telefone”, em 1916, um registro que impulsionou o gênero para o cenário nacional.
A inovação também se fez presente na forma de vivenciar o Carnaval. Os vibrantes trios elétricos, que hoje arrastam multidões, tiveram seu início em 1950, graças à visão de Dodô e Osmar. A dupla teve a ideia de amplificar instrumentos musicais e instalá-los em um caminhão, criando uma experiência sonora inédita e contagiante para as ruas.
No que diz respeito às agremiações, a primeira escola de samba do Brasil nasceu no Rio de Janeiro em 1928, com o nome de Deixa Falar. Esta pioneira deu origem ao que hoje conhecemos como a tradicional escola de samba Estácio de Sá, mantendo viva a tradição e a paixão pelo desfile.
Clássicos como “Mamãe Eu Quero”, “Allah-la-ô” e “Me Dá Um Dinheiro Aí” permanecem entre as marchinhas mais tocadas em todas as edições de Carnaval, provando a atemporalidade dessas melodias que contam a história e a alma da festa brasileira.