A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro divulgou um balanço expressivo das ações realizadas durante o período de Carnaval, entre os dias 13 e 17 de fevereiro. Foram presas 458 pessoas suspeitas, um número que representa um aumento de 15% em comparação com o carnaval do ano anterior. Além disso, 74 adolescentes foram apreendidos por atos infracionais, indicando uma alta de 28%.
Um dado de destaque na operação foi a recuperação de 97 telefones celulares, apreendidos diretamente das mãos de suspeitos. Este número estabeleceu um recorde, com um crescimento impressionante de 169% em relação ao carnaval passado. Essa ação visa combater o furto de celulares, que alimenta cadeias ilegais de revenda.
Reforço Policial e Tecnologia no Carnaval Carioca
Mais de 12.500 policiais militares foram empregados em um esquema de policiamento ostensivo e ininterrupto para garantir a segurança dos foliões. A estratégia incluiu revistas nos acessos a blocos e megablocos, com o objetivo de reduzir delitos oportunistas e desarticular a economia do crime.
A tecnologia também desempenhou um papel crucial. Em um evento na região do Cacuia, na Ilha do Governador, um indivíduo com mandado de prisão em aberto foi localizado graças a um alerta do sistema de reconhecimento facial. Equipes do 17º BPM realizaram a abordagem e confirmaram a identidade do foragido do sistema prisional.
Defesa do Consumidor Atua em Camarotes e Blocos
A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ também estiveram ativos durante os desfiles das escolas de samba. Sete camarotes foram multados por diversas irregularidades, incluindo a ausência de acessibilidade adequada, venda de bebidas falsificadas, produtos sem procedência e oferta de alimentos vencidos.
O secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, ressaltou a importância da acessibilidade como obrigação legal e direito básico do consumidor. A fiscalização também se estendeu aos blocos de rua, onde o Laboratório Itinerante do Consumidor apreendeu cerca de 50 litros de bebidas com indícios de falsificação ou sem procedência, como whisky, cachaça e vodka.
Impacto para o Norte de Minas
Embora a operação tenha ocorrido no Rio de Janeiro, o aumento na repressão a crimes como furto de celulares e a fiscalização de produtos irregulares servem de alerta e modelo para outras regiões do país. Ações coordenadas e o uso de tecnologia são fundamentais para a segurança pública, especialmente em eventos de grande porte, algo que pode inspirar e fortalecer as estratégias de segurança no Norte de Minas.