Trump Lança “Conselho de Paz” com Foco em Gaza e Ambições Globais, Desafiando a ONU

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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou nesta quinta-feira (19) o “Conselho de Paz”, uma nova instituição com o objetivo de promover o progresso em Gaza, mas cujas ambições se estendem para além do conflito no Oriente Médio. O evento, realizado em Washington, contou com a presença de quase 20 líderes globais, incluindo o argentino Javier Milei.

A iniciativa surge em um momento de intensa negociação para um cessar-fogo em Gaza, resultado de uma colaboração anterior entre o governo Trump, Catar e Egito. A segunda fase deste plano, segundo autoridades americanas, foca no desarmamento do Hamas, grupo armado palestino responsável pelo ataque de 7 de outubro de 2023 que desencadeou a atual ofensiva israelense. Dados do Ministério da Saúde de Gaza indicam mais de 600 mortes pelas forças israelenses desde o início da trégua, enquanto Israel reporta a morte de um soldado.

Promessas de Investimento e Segurança para Gaza

Durante o encontro, Trump apresentou planos de investimento superiores a 5 bilhões de dólares para a reconstrução de Gaza, território que ele já sugeriu transformar em uma área de complexos turísticos. A formação de uma Força Internacional de Estabilização para garantir a segurança na região também foi discutida. A Indonésia demonstrou disposição em contribuir com até 8.000 militares para essa força.

Pressão sobre o Hamas e Visão Israelense

Autoridades americanas e negociadores como Steve Witkoff afirmam que progressos concretos estão sendo feitos e que o Hamas está sob pressão para desarmar. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfatizou a necessidade de desarmamento, declarando que “a arma que causa mais dano chama-se AK-47” e que “essa tem que desaparecer”. Netanyahu foi representado em Washington por seu ministro das Relações Exteriores.

Ambições que Desafiam a ONU

O “Conselho de Paz” foi estabelecido no Instituto da Paz dos Estados Unidos, agora rebatizado em homenagem a Trump. O ex-presidente deterá poder de veto sobre as decisões do conselho e poderá manter sua liderança mesmo após deixar o cargo. Para se tornar membro permanente, os países precisam investir 1 bilhão de dólares. Embora o foco inicial seja Gaza, a instituição tem potencial para abordar outras tensões globais, em um movimento que pode desafiar o protagonismo da ONU, organização frequentemente criticada por Trump.

Participação e Ausências Notáveis

Líderes como o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán e o presidente indonésio Prabowo Subianto estiveram presentes. A ausência de representantes europeus chamou a atenção. O Japão enviou um enviado especial para assuntos de Gaza, enquanto o Brasil, representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitou o convite, defendendo a inclusão da Palestina e um foco exclusivo em Gaza.

Reflexos para o Norte de Minas

A criação de um “Conselho de Paz” alternativo às Nações Unidas, liderado por uma potência como os Estados Unidos, pode sinalizar uma reconfiguração nas dinâmicas de mediação de conflitos globais. Para o Norte de Minas, embora a notícia se concentre em um cenário internacional, a iniciativa reflete uma tendência de busca por novas abordagens diplomáticas. A possível maior participação dos EUA em resoluções de conflitos globais pode influenciar a estabilidade geopolítica mundial, impactando indiretamente economias e mercados que afetam a região, como o agronegócio e a indústria.

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