O Brasil encerrou o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego já registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. O índice nacional ficou em 5,6%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20).
Além do cenário nacional, dezenove estados e o Distrito Federal também atingiram suas mínimas históricas de desocupação, um dado que reflete o dinamismo do mercado de trabalho e o aumento do rendimento real, segundo a análise de William Kratochwill, especialista da pesquisa do IBGE.
Cenário Nacional e Destaques Regionais
A pesquisa do IBGE, que avalia o comportamento do mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, considera como desocupado apenas quem efetivamente procurou uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados. Em 2025, a taxa de 5,6% no país representou um marco significativo.
Entre as unidades da federação que se destacaram com as menores taxas, figuram Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso do Sul (3%) e Espírito Santo (3,3%). Minas Gerais também apresentou um desempenho notável, com uma taxa de desemprego de 4,6%, ficando abaixo da média nacional.
Informalidade Persiste em Regiões
Apesar da queda generalizada no desemprego, a informalidade continua sendo um desafio em diversas regiões do país. O Brasil terminou 2025 com 38,1% de trabalhadores informais, mas 18 estados superaram essa marca, com destaque negativo para as regiões Norte e Nordeste.
Maranhão (58,7%), Pará (58,5%), Bahia (52,8%) e Piauí (52,6%) lideram os índices de informalidade, onde os trabalhadores não possuem direitos garantidos como cobertura previdenciária, 13º salário e férias. Por outro lado, o Distrito Federal (27,3%) e Santa Catarina (26,3%) registraram os menores níveis.
Rendimento Médio e Desigualdades
O rendimento mensal médio do trabalhador brasileiro em 2025 foi de R$ 3.560. O Distrito Federal se destaca amplamente nesse quesito, com um rendimento médio de R$ 6.320, impulsionado pela grande presença de funcionários públicos. São Paulo (R$ 4.190), Rio de Janeiro (R$ 4.177) e Santa Catarina (R$ 4.091) também apresentaram rendimentos acima da média nacional.
Minas Gerais, com R$ 3.350, ficou ligeiramente abaixo da média do país. Já estados como Maranhão (R$ 2.228) e Bahia (R$ 2.284) registraram os menores rendimentos. A melhora no cenário do desemprego, conforme William Kratochwill, reflete o “dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real”.
Reflexos para o Norte de Minas
A performance de Minas Gerais, que registrou uma taxa de desemprego de 4,6% e um rendimento médio de R$ 3.350, impacta diretamente o cenário econômico do Norte de Minas. Embora o estado como um todo apresente números positivos e abaixo da média nacional de desocupação, a região do Norte de Minas, assim como outras áreas do interior, pode enfrentar desafios específicos relacionados à geração de empregos formais e à elevação da renda.
A informalidade, que ainda é alta em algumas regiões do Brasil, pode ser um fator persistente na dinâmica de trabalho do Norte de Minas. A criação de políticas públicas e o incentivo a investimentos locais são cruciais para que os benefícios da queda do desemprego nacional e estadual se traduzam em melhorias concretas para os moradores da região, fomentando o desenvolvimento econômico e social.