Surfe Olímpico em Los Angeles 2028: WSL Terá Menos Vagas e Foco em Eventos Globais da ISA

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A Associação Internacional de Surfe (ISA) divulgou as regras de classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, trazendo alterações significativas na forma como os surfistas garantirão suas vagas. A principal novidade é a diminuição da influência da Liga Mundial de Surfe (WSL) no processo seletivo.

Para as edições de Tóquio 2020 e Paris 2024, o circuito de elite da modalidade ofereceu um número considerável de vagas, com dez para homens e oito para mulheres, permitindo até dois atletas por país. Em Los Angeles, esse número será drasticamente reduzido para apenas cinco vagas masculinas e cinco femininas, provenientes do ranking da WSL, com um limite estrito de um atleta por nação. A definição dessas vagas ocorrerá em meados de junho de 2028.

Na prática, essa mudança pode afetar a participação de atletas brasileiros de destaque. No cenário anterior, o top-5 do circuito masculino, que incluiu o campeão Yago Dora e Ítalo Ferreira em 2023, garantiria ambos os surfistas. Com a nova regra, apenas Yago Dora, por exemplo, estaria classificado diretamente pela WSL, caso mantivesse sua posição no ranking.

ISA Surfing Games Ganham Peso

Em contrapartida, a ISA expandiu o número de vagas disponíveis através de seus próprios eventos. Os Jogos Mundiais de Surfe (ISA Surfing Games) de 2028 destinarão dez vagas por gênero, também com limite de um por país. Adicionalmente, as nações com melhor desempenho nas edições de 2026 e 2027 do evento garantirão uma vaga extra.

Nas Olimpíadas de Paris, os ISA Surfing Games ofereceram sete vagas por gênero. O Brasil se beneficiou dessa classificação em ambas as categorias, tornando-se a nação com o maior número de representantes, com seis surfistas.

Diversificação das Vagas Olímpicas

Além das vagas via WSL e ISA Surfing Games, os surfistas poderão se classificar por meio de torneios continentais. Para o Brasil, os Jogos Pan-Americanos de 2027, sediados em Lima, no Peru, serão cruciais, com o campeão de cada naipe garantindo sua vaga olímpica. O país-sede (Estados Unidos) e uma vaga universal para nações em desenvolvimento também compõem o quadro de classificação.

O Brasil tem um histórico de sucesso no surfe olímpico, com três medalhas conquistadas, incluindo o ouro inédito de Ítalo Ferreira em Tóquio 2020 e o bronze de Gabriel Medina e a prata de Tatiana Weston-Webb em Paris 2024.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora a notícia trate de regras de classificação para um evento internacional, as mudanças na dinâmica do surfe olímpico podem influenciar a forma como atletas brasileiros se preparam e buscam patrocínio. Para o Norte de Minas, a expansão de vagas em eventos globais da ISA e torneios continentais pode abrir novas oportunidades para surfistas da região que buscam projeção internacional, caso haja um desenvolvimento da modalidade localmente e apoio a atletas com potencial.

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