Mercado financeiro revisa para baixo projeção da inflação para 3,91% em 2026

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A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi revisada para 3,91% em 2026. Essa é a sétima semana seguida de cortes na projeção, que agora se encontra dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2027, a expectativa de inflação permanece em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029, as estimativas apontam para 3,5% em ambos os anos. Em janeiro, a inflação acumulada em 2025 atingiu 4,44%, influenciada pela alta nos preços da conta de luz e da gasolina.

Taxa Selic e a meta de inflação

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como principal ferramenta para controlar a inflação e buscar o cumprimento da meta. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. Apesar da redução da inflação e do dólar, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve os juros inalterados pela quinta vez consecutiva em sua última reunião. No entanto, o Copom sinalizou que poderá iniciar o ciclo de cortes em março, caso a inflação permaneça sob controle e não haja surpresas no cenário econômico, embora os juros devam permanecer em níveis restritivos.

A projeção do mercado para a Selic ao final de 2026 foi ajustada de 12,25% para 12,13% ao ano. Para 2027 e 2028, a expectativa é de redução para 10,5% e 10%, respectivamente. Em 2029, a taxa básica de juros deve chegar a 9,5% ao ano.

Crescimento econômico e câmbio

A perspectiva para o crescimento da economia brasileira neste ano também foi ligeiramente ajustada para cima, passando de 1,8% para 1,82%. Para 2027, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 1,8%, e para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima uma expansão de 2% ao ano.

A economia brasileira registrou um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, resultado considerado estável pelo IBGE e impulsionado pelos setores industrial e agropecuário. Em 2024, o PIB fechou o ano com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão.

A projeção para a cotação do dólar ao final deste ano está em R$ 5,45. Para o final de 2027, estima-se que a moeda norte-americana alcance R$ 5,50.

Reflexos para o Norte de Minas

A desaceleração esperada da inflação e a possível queda futura da taxa Selic podem ter impactos positivos para o desenvolvimento econômico do Norte de Minas Gerais. Juros mais baixos tendem a baratear o crédito, incentivando o consumo e a produção, o que pode estimular a atividade econômica na região. Empresas locais e consumidores podem se beneficiar de condições de financiamento mais favoráveis, impulsionando investimentos e a geração de empregos no comércio e na indústria da região. A estabilidade cambial prevista também contribui para um ambiente de negócios mais previsível para os empreendedores do Norte de Minas.

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