A Defesa Civil do Estado de São Paulo informou, nesta quinta-feira (26), que as regiões do Vale do Paraíba e do Litoral Paulista estão sob alerta vermelho de perigo. A medida é um reflexo do grande volume de água esperado para o dia, em decorrência da passagem de uma frente fria que tem causado instabilidade climática severa na última semana.
A situação mais crítica foi registrada no município de Peruíbe, que acumulou 234 milímetros (mm) de chuva em apenas três dias. O cenário resultou em 384 pessoas desabrigadas e outras 100 desalojadas. Além disso, São Manuel teve 200 pessoas desalojadas, enquanto Ubatuba contabilizou 408 residências afetadas e a trágica morte de duas pessoas em um naufrágio no último sábado (21).
Situação Crítica no Litoral e Vale
Diante da gravidade, representantes da Defesa Civil de São Paulo se reunirão hoje para estabelecer medidas emergenciais. A pauta inclui a apresentação de um panorama meteorológico atualizado, a avaliação de situações de anormalidade, o planejamento da logística humanitária e a definição de encaminhamentos operacionais. O Gabinete de Crise permanecerá mobilizado, com monitoramento 24 horas e pronta resposta às ocorrências.
Ajuda Humanitária em Ação
Em Peruíbe, o Governo de São Paulo já enviou ajuda humanitária. Na última terça-feira (24), a Defesa Civil distribuiu colchões, kits de higiene pessoal, travesseiros e cobertores para auxiliar as vítimas das enchentes, buscando amenizar o sofrimento das famílias afetadas.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora o alerta de perigo esteja focado em São Paulo, a situação serve como um lembrete importante para regiões como o Norte de Minas Gerais, que também são suscetíveis a eventos climáticos extremos. A Defesa Civil de Minas Gerais, assim como seus pares em outros estados, monitora constantemente as condições meteorológicas para emitir alertas e orientar a população. A prevenção e a preparação para chuvas intensas são cruciais, especialmente em áreas ribeirinhas e de risco de deslizamentos, onde a coordenação entre órgãos e a conscientização da comunidade podem salvar vidas e minimizar danos, como se observa na resposta às crises em São Paulo.