O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma aceleração em fevereiro, atingindo 0,84%. O resultado representa um aumento significativo de 0,64 ponto percentual em comparação com a taxa de 0,20% observada em janeiro. No acumulado do ano, o índice soma 1,04%, e nos últimos 12 meses, a alta é de 4,10%, um patamar inferior aos 4,50% registrados no período anterior.
O setor de Transportes foi o principal responsável pela elevação, com uma variação de 1,72% e impacto de 0,35 ponto percentual no índice geral. Dentro deste grupo, as passagens aéreas dispararam 11,64%. Os combustíveis também sentiram o reajuste, com aumento de 1,38%, impulsionado pela alta do etanol (2,51%) e da gasolina (1,30%), apesar de uma leve queda no gás veicular (-1,06%).
Educação lidera variações com reajustes de início de ano
A Educação se destacou como o grupo com a maior variação percentual em fevereiro, apresentando 5,20%. Esse avanço foi majoritariamente influenciado pelos cursos regulares, que subiram 6,18% devido aos reajustes anuais de início de ano letivo. O ensino médio registrou o maior aumento (8,19%), seguido pelo ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).
Transportes e seus impactos regionais
Além das passagens aéreas, o aumento nos transportes públicos também contribuiu para o índice. O ônibus urbano apresentou variação de 7,52% em algumas localidades devido a reajustes tarifários. Em Curitiba, a tarifa de ônibus urbano variou 4,29% com redução aos domingos e feriados. Em Belém, a alta foi de 9,67%, enquanto em Brasília o índice foi de 9,47%, ambos reflexos de gratuidades em dias específicos. O metrô e o trem também tiveram reajustes em cidades como Brasília e São Paulo, impactando o custo de deslocamento. Em Fortaleza, Salvador e Rio de Janeiro, os reajustes nas tarifas de transporte também foram significativos.
Saúde, Alimentação e Habitação com variações distintas
O grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou alta de 0,67%, com destaque para artigos de higiene pessoal (0,91%) e planos de saúde (0,49%). Na Alimentação e Bebidas, a alta foi de 0,20%. A alimentação em domicílio subiu 0,09%, com aumentos no tomate (10,09%) e carnes (0,76%), mas com quedas em arroz (-2,47%) e frutas (-1,33%). A alimentação fora do domicílio variou 0,46%.
O grupo Habitação, que havia recuado em janeiro, voltou a crescer 0,06% em fevereiro. A taxa de água e esgoto subiu 1,97% em diversas cidades, como São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte, devido a reajustes tarifários. Por outro lado, a energia elétrica residencial teve uma queda de 1,37%, influenciada pela bandeira verde vigente. O gás encanado registrou queda em algumas regiões, como no Rio de Janeiro e em Curitiba, devido a reduções de tarifas.
Variações regionais e metodologia
Na análise regional, São Paulo apresentou a maior variação (1,09%), impulsionada pelas passagens aéreas e cursos regulares. Recife, por sua vez, registrou o menor índice (0,35%), devido a quedas no transporte por aplicativo e na energia elétrica residencial. Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 2026, comparados com o período de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026, abrangendo famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos nas principais regiões metropolitanas do país.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora a notícia não traga dados específicos para o Norte de Minas, a alta geral do IPCA-15 e, em particular, o aumento em setores como transportes e educação, podem impactar o orçamento das famílias da região. Reajustes em passagens aéreas, por exemplo, afetam o custo de viagens para fora do estado, e a inflação em itens básicos da cesta de alimentos pode pressionar o poder de compra dos consumidores em Montes Claros e cidades vizinhas. Acompanhar a evolução do índice é fundamental para entender o cenário econômico local.