O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, alertou nesta segunda-feira (2) que a morte do Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, não diminuirá a probabilidade de ataques iranianos em retaliação à recente ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel.
Segundo Starmer, a ausência de Khamenei pode, na verdade, tornar o regime iraniano “mais implacável”, intensificando ataques na região do Oriente Médio sem considerar as consequências para a vida de civis.
O premiê britânico reiterou a decisão deliberada do Reino Unido de não participar diretamente da ofensiva militar contra o Irã. Ele explicou que o governo optou por concentrar seus esforços em ações de caráter defensivo, visando proteger cidadãos britânicos e países aliados na região. “A agressão do Irã contra interesses do Reino Unido é de longa data, por isso garantimos a proteção de nossas bases”, afirmou.
O governo britânico utilizou recursos significativos, incluindo caças F-35, para defender bases localizadas no Bahrein e em Chipre contra ataques iranianos. Starmer argumentou que a estratégia mais eficaz para conter o Irã envolve a neutralização de mísseis e drones em suas próprias bases, antes que possam ser lançados.
“Não é possível abater todos os mísseis iranianos. Por isso, tomamos a decisão ontem (domingo) de dar permissão aos Estados Unidos para utilizarem bases britânicas com o objetivo comum exclusivo de ações defensivas”, declarou o premiê. Ele enfatizou que a medida está em conformidade com o direito internacional e será mantida sob revisão.
Em resposta a críticas da oposição conservadora, Starmer refutou a ideia de que o Reino Unido deveria ter participado ativamente da ofensiva americano-israelense ou disponibilizado recursos militares sem a devida base legal. “Toda ação tomada pelo Reino Unido precisa ter base legal e ser bem planejada”, disse, ressaltando que essa postura se aplica também às iniciativas para mitigar o conflito na região.
Starmer confirmou extensas discussões com os Estados Unidos sobre as ações no Oriente Médio, assegurando que a base legal para a defesa dos cidadãos britânicos está clara. A declaração foi feita após questionamentos sobre o uso de instalações militares britânicas.