O que aconteceu
O empresário William Tanure, alvo de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal em janeiro deste ano, negou veementemente qualquer tipo de sociedade com o Banco Master. Em comunicado oficial, Tanure classificou suas relações com a instituição como estritamente comerciais, atuando na condição de cliente ou aplicador, assim como faz com outras entidades financeiras no Brasil e no exterior.
As declarações surgem no contexto da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Tanure foi surpreendido com a ação policial no dia 14 de janeiro, quando o ministro Dias Toffoli, ex-relator das investigações sobre o Banco Master, expediu o mandado.
Relações estritamente comerciais, afirma empresário
Por meio de nota, Tanure declarou não ser “controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente”. Ele também refutou ligações societárias indiretas, inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou mecanismos equivalentes. Segundo o empresário, as operações com o banco envolveram aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias, sempre sem ingerência na gestão ou conhecimento das demais operações internas da instituição.
“Todas as operações foram realizadas em estrita conformidade com a legislação e a regulamentação vigentes”, assegurou Tanure, que também afirmou não ter participação ou conhecimento de relações do Master com terceiros, como Reag, BRB e Fictor.
Presente de luxo: um relógio avaliado em mais de R$ 150 mil
Apesar de negar qualquer vínculo societário, Tanure confirmou ter recebido um relógio de luxo, avaliado em mais de R$ 150 mil, de um indivíduo que ele descreveu como seu “sócio”. O empresário não detalhou a identidade do doador nem as circunstâncias exatas da transação, mas a revelação adiciona uma nova camada de complexidade às investigações que envolvem o Banco Master e seus relacionamentos comerciais.
Impacto para o Norte de Minas
Embora os fatos investigados ocorram em Brasília e envolvam instituições financeiras de âmbito nacional, as operações do Banco Master e as investigações correlatas podem ter reflexos indiretos na economia do Norte de Minas. A região, que busca atrair investimentos e fortalecer seu setor financeiro, acompanha com atenção casos que envolvem a solidez e a transparência do mercado financeiro. A clareza nas relações comerciais e a conformidade legal são essenciais para a confiança dos investidores e para o desenvolvimento econômico sustentável de Montes Claros e de todo o Norte de Minas.
Contexto e próximos passos
O tema segue em acompanhamento. Atualizaremos esta notícia caso haja novas informações oficiais.