MEC Habilita PUC-Rio e Instituto D’Or para Oferecer Cursos de Medicina no Rio de Janeiro

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MEC Habilita PUC-Rio e Instituto D’Or para Oferecer Cursos de Medicina no Rio de Janeiro

Decisão formalizada durante visita de Lula à capital fluminense abre caminho para novas graduações médicas e reforça rede hospitalar.

O Ministério da Educação (MEC) concedeu, na última sexta-feira (6), a habilitação para a criação de novos cursos de medicina na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e na Faculdade de Ciências Médicas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). A formalização ocorreu durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Escola Técnica Roberto Rocca, localizada em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

A PUC-Rio destacou que a implementação de uma graduação em medicina representa um projeto de longa data da universidade, que mobilizou parcerias acadêmicas e hospitalares ao longo de vários anos para viabilizá-lo. A iniciativa prevê, inclusive, apoio à rede municipal de hospitais da capital fluminense, contribuindo para o sistema de saúde local.

Camilo Santana, ministro da Educação, que acompanhava o presidente Lula, afirmou que a autorização final para o funcionamento dos cursos deve ser concedida “o mais rápido possível”. “Estamos com a Rede D’Or e a PUC do Rio de Janeiro, única PUC que não tinha faculdade de medicina. Vamos assinar a habilitação como instituições de ensino, o primeiro passo para ter faculdade”, declarou o ministro.

A habilitação concedida permite que as instituições de ensino superior já credenciadas protocolem o pedido de autorização do curso de medicina e utilizem suas unidades hospitalares reconhecidas pelo Ministério da Saúde como hospitais de ensino. Com este passo, as instituições seguirão o fluxo dos processos regulatórios do MEC, por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres).

Agenda Presidencial no Rio de Janeiro

A formalização da habilitação dos cursos de medicina foi um dos pontos da intensa agenda cumprida pelo presidente Lula no Rio de Janeiro. Durante o dia, ele esteve nas zonas Oeste e Norte da cidade, acompanhado do prefeito Eduardo Paes, do ministro Camilo Santana e da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, além de parlamentares e representantes municipais.

Pela manhã, o presidente visitou a Comunidade do Aço, em Santa Cruz, onde participou da entrega de moradias para famílias em situação de vulnerabilidade social, muitas delas beneficiárias do programa Bolsa Família. Mariza Batista, uma das moradoras contempladas, expressou sua satisfação à Agência Brasil: “Eu moro no Aço, hoje eu não tenho vergonha de falar isso, moro em uma comunidade que foi transformada. Não tenho vergonha de ir no supermercado, fazer compras e mandar trazer, acho isso muito chique”.

Lula também inaugurou o Túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, o primeiro de Campo Grande, na Zona Oeste, que conecta a Estrada da Caroba à Estrada da Posse, reduzindo o tempo de deslocamento de 15 para cinco minutos. A obra integra a primeira fase do Anel Viário de Campo Grande, com investimento de cerca de R$ 1 bilhão, financiado pelo BNDES e com recursos do município.

No Aeroporto Internacional do Galeão, o presidente participou do anúncio da instalação de um hub internacional da Gol Linhas Aéreas. A iniciativa visa fortalecer a conectividade internacional do Rio de Janeiro e consolidar a cidade como um importante portal de entrada para o turismo no Brasil.

Reflexos para o Norte de Minas

A expansão da oferta de cursos de medicina em grandes centros como o Rio de Janeiro, com o envolvimento de instituições de renome como a PUC-Rio e o Instituto D’Or, pode gerar discussões sobre a necessidade de investimentos semelhantes em outras regiões do país. Para o Norte de Minas, que enfrenta desafios na fixação de profissionais de saúde em áreas mais afastadas, a medida no Rio pode servir de exemplo e reforçar a importância de expandir a formação médica também no interior.

A crescente demanda por médicos em diversas especialidades, inclusive em Montes Claros e cidades vizinhas, destaca a relevância de políticas públicas que incentivem a criação e o fortalecimento de cursos de medicina adaptados às realidades regionais. A experiência fluminense pode inspirar universidades e hospitais do Norte de Minas a buscar novos modelos de parceria para ampliar a capacitação de profissionais e, assim, melhorar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde para a população local.

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