O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), lidera a corrida pela reeleição, segundo a primeira pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (8). Ele aparece com 44% das intenções de voto em um cenário estimulado, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), surge em segundo lugar com 31%.
Este levantamento é o primeiro do instituto sobre a disputa estadual neste ano. Enquanto Tarcísio de Freitas busca a reeleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não definiu qual nome lançará para a disputa, na tentativa de consolidar os votos conquistados em 2022.
Em cenários alternativos testados pela pesquisa, Tarcísio de Freitas mantém a liderança. Caso o candidato do governo Lula seja o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o governador paulista aparece com 46% contra 26% de Alckmin. Se a candidata for a ministra Simone Tebet (MDB), Tarcísio amplia a vantagem para 49% contra 19% de Tebet. Em um cenário com Haddad e o ex-governador Márcio França (PSB) concorrendo juntos, Tarcísio soma 44%, Haddad 28% e França 5%.
Menções espontâneas e rejeição
Nas menções espontâneas, onde os entrevistados citam o nome do candidato sem serem apresentados a uma lista, Tarcísio de Freitas também lidera com 22%. A maioria dos consultados, no entanto, (59%) não soube indicar um nome. Haddad aparece com 2%.
A pesquisa também investigou a rejeição aos potenciais candidatos. Fernando Haddad é o mais rejeitado, com 38% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Tarcísio de Freitas tem 24% de rejeição.
Avaliação do governo Tarcísio
A gestão de Tarcísio de Freitas apresentou melhora em sua avaliação. O índice de aprovação ótimo ou bom subiu de 41% para 45% desde abril de 2023. A avaliação regular caiu de 33% para 31%, e a de ruim ou péssimo, de 22% para 20%.
Quando questionados sobre a aprovação geral do seu trabalho como governador, 64% dos paulistas aprovam, enquanto 30% desaprovam.
Aliados políticos
Na percepção dos eleitores, 69% veem Tarcísio de Freitas como aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apenas 10% o consideram aliado do presidente Lula.
A pesquisa ouviu 1.608 pessoas com 16 anos ou mais em 71 municípios do estado entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora a pesquisa se concentre na disputa pelo governo de São Paulo, as movimentações políticas em nível estadual e nacional frequentemente ecoam em outras regiões do país. A definição de candidaturas e a força de determinados partidos podem influenciar a articulação política e o cenário eleitoral em estados como Minas Gerais. A análise das estratégias e alianças em São Paulo pode servir de parâmetro para o planejamento de campanhas e a definição de apoios no Norte de Minas, especialmente em relação à força de candidaturas alinhadas a grupos políticos nacionais.