Por que Países do Golfo Não Retaliaram o Irã Após Ataques com Mísseis e Drones?

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Apesar de ter sido alvo de mísseis e drones iranianos, países do Golfo Pérsico têm evitado uma retaliação militar direta contra o Irã. A postura, segundo especialistas, é uma estratégia calculada para não fornecer ao regime iraniano justificativas para uma escalada de conflitos na região.

Hussain Abdul-Hussain, pesquisador da Fundação para a Defesa das Democracias, explicou que as nações do Golfo acreditam que um revide poderia legitimar novas agressões iranianas. “Nunca diga nunca, mas, com muita certeza, posso afirmar que os países do Golfo não estão participando desta guerra”, declarou Abdul-Hussain em uma teleconferência.

O Irã lançou ataques contra Emirados Árabes Unidos, Catar, Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Azerbaijão, Iraque e Chipre. No entanto, países como os Emirados Árabes Unidos não se sentem preparados para um conflito aberto. “Nunca estiveram numa situação em que tivessem de ser alvejados, ter sirenes tocando, correr para o abrigo antiaéreo” e “não têm certeza de que estão preparados para entrar em guerra”, afirmou o pesquisador.

Impacto de Ações Anteriores

Abdul-Hussain também ponderou que, considerando os centenas de ataques já realizados por Israel e Estados Unidos contra o Irã, a adição de algumas aeronaves de combate por parte dos países do Golfo poderia não ter um impacto decisivo.

Consequências a Longo Prazo

A ausência de uma resposta militar imediata não significa que o Irã sairá impune. O pesquisador prevê um “isolamento muito forte” para o regime iraniano caso ele permaneça no poder após o fim das hostilidades. Benefícios econômicos que as nações do Golfo ofereciam ao Irã, como a manutenção de contas bancárias em Dubai para contornar sanções, podem ser revistos.

Fortalecimento de Alianças Regionais

A agressividade iraniana pode, paradoxalmente, aproximar os países do Golfo de Israel e dos Estados Unidos. O major-general reformado Yaakov Amidror, ex-conselheiro de segurança nacional de Israel, sugere que as nações do Golfo podem buscar fortalecer laços com Israel e os EUA para construir um “escudo defensivo” contra a “agressividade iraniana”.

Abdul-Hussain descreveu o regime iraniano como “irracional”, incapaz de distinguir “um amigo e um inimigo, ou entre uma parte neutra”.

Ameaças e Medidas de Contenção

Apesar de não haver retaliação militar direta, as nações do Golfo têm demonstrado firmeza. A Arábia Saudita ameaçou o Irã com retaliação em caso de continuidade dos ataques. No Catar, houve prisões de supostas células iranianas e planos para expulsar líderes do Hamas, aliados do Irã. Jacob Olidort, diretor de segurança americana do America First Policy Institute, destacou que “o Irã é uma ameaça compartilhada por todos”.

Contexto da Operação

A operação contra o Irã, iniciada pelos EUA e Israel, está em fase avançada, segundo o ex-presidente Donald Trump, que afirmou que a operação “está praticamente concluída” e “muito à frente” do cronograma previsto.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora a notícia se refira a tensões no Oriente Médio, a instabilidade em regiões produtoras de petróleo pode ter impactos indiretos na economia global, influenciando preços de combustíveis e a estabilidade de mercados financeiros. Para o Norte de Minas, a volatilidade no cenário internacional pode se refletir em flutuações no custo de insumos agrícolas e energéticos, afetando diretamente a produção e o bolso dos consumidores da região, caso haja um aumento expressivo nos preços do petróleo.

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