O Governo de Minas Gerais realizará no dia 30 de março a sessão pública que definirá a entidade filantrópica responsável pela gestão do Hospital Regional de Conselheiro Lafaiete. A unidade, cujas obras estão em fase final e com investimento garantido, representa um avanço significativo na regionalização da assistência em saúde.
O novo hospital tem como objetivo ampliar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade na macrorregião Centro-Sul, fortalecendo a rede hospitalar e reduzindo a necessidade de deslocamentos para grandes centros urbanos. Com a iniciativa, moradores de 51 municípios próximos terão atendimento especializado mais perto de casa.
Renato Rodrigues da Silva, diretor de Estruturação Hospitalar e de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), destacou a importância estratégica da unidade. “A unidade é estratégica para o atendimento da população. Convidamos as entidades filantrópicas parceiras a participarem da concessão para garantir um atendimento mais ágil, resolutivo e próximo da população”, afirmou.
Obras em fase final
A construção do Hospital Regional de Conselheiro Lafaiete, iniciada em 2010 e paralisada por anos, foi retomada em 2021 com recursos provenientes do Acordo Judicial de Reparação de Brumadinho. O investimento total do Governo de Minas na obra e equipamentos soma aproximadamente R$ 76 milhões. Deste montante, cerca de R$ 43 milhões foram destinados às obras de infraestrutura, enquanto R$ 33 milhões serão utilizados na aquisição de equipamentos, assegurando a estrutura necessária para o pleno funcionamento da unidade.
Sessão Pública Presencial
A sessão pública acontecerá no dia 30 de março, às 10h, na Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. As regras e orientações completas para participação estão disponíveis no Portal de Compras do Estado. A concessão prevê a cessão do imóvel público à instituição selecionada, que deve ser uma entidade privada sem fins lucrativos, de caráter filantrópico, cadastrada no Cadastro Geral de Fornecedores do Estado de Minas Gerais e apta a cumprir os requisitos técnicos estabelecidos em edital.
A seleção será realizada com base no critério de melhor técnica, em disputa fechada, conforme a Lei Federal nº 14.133/2021.
Estrutura Assistencial Planejada
O Hospital Regional de Conselheiro Lafaiete contará com 97 leitos, distribuídos entre 20 de UTI e 77 de enfermaria e pronto-atendimento adulto. A unidade também disporá de um bloco cirúrgico com quatro salas para procedimentos em diversas especialidades, incluindo urologia, cirurgia vascular e cardiológica, cirurgia geral, neurologia, ortopedia e oftalmologia. Serviços de apoio diagnóstico, como exames de raio-x, tomografia, ultrassonografia e eletrocardiograma, também estarão disponíveis, fortalecendo a capacidade de atendimento da rede regional.
Etapas e Critérios de Seleção
As entidades interessadas em participar do processo de concessão devem apresentar a documentação de habilitação e as propostas técnicas em envelopes separados até um dia antes da sessão pública. Durante o evento, uma comissão da SES-MG realizará a análise documental, o julgamento das propostas e a habilitação da instituição vencedora. Serão avaliados critérios como a aderência ao perfil assistencial do hospital, a consistência do projeto apresentado e a capacidade de garantir qualidade e eficiência no atendimento à população.
O processo segue as normas da Lei nº 14.133/2021 e da Resolução SES/MG nº 10.387/2025. Pedidos de esclarecimentos e impugnações ao edital podem ser enviados até três dias úteis antes da sessão pública, exclusivamente pelo e-mail dc.cl@saude.mg.gov.br. Todas as etapas serão divulgadas no Diário Oficial de Minas Gerais e no site da SES-MG, garantindo transparência e segurança jurídica ao processo.
Impacto para a Região Centro-Sul
A nova unidade hospitalar é vista como um divisor de águas para a saúde na região Centro-Sul de Minas Gerais. Ao concentrar serviços de média e alta complexidade, o hospital promete desafogar unidades de referência em Belo Horizonte e reduzir significativamente o tempo de espera por procedimentos especializados para os cidadãos de 51 municípios. A expectativa é de que a gestão filantrópica, aliada a um investimento público robusto, resulte em um atendimento mais humanizado e eficiente, alinhado às necessidades da população local.