Dólar dispara para R$ 5,24 e Ibovespa recua com tensão no Oriente Médio e inflação no Brasil

PUBLICIDADE

Dólar dispara para R$ 5,24 e Ibovespa recua com tensão no Oriente Médio e inflação no Brasil

Agravamento do conflito no Golfo Pérsico e IPCA acima do esperado impactam mercados, com reflexos para a economia de Montes Claros e do Norte de Minas.

O mercado financeiro brasileiro enfrentou um dia de turbulência nesta quinta-feira (12), com o dólar comercial encerrando a sessão vendido a R$ 5,242, uma alta significativa de 1,62%. A bolsa de valores, por sua vez, interrompeu uma sequência de três altas e o índice Ibovespa, da B3, registrou queda de 2,55%, fechando aos 179.284 pontos.

Os principais fatores para a instabilidade foram a escalada da guerra no Oriente Médio e a inflação acima do previsto no Brasil. A moeda norte-americana, após operar com pouca variação no início do dia, disparou com a abertura do mercado nos Estados Unidos, aproximando-se da máxima diária.

Escalada no Oriente Médio Pressiona Petróleo

O agravamento das tensões no Oriente Médio impulsionou a cotação do petróleo, principal motor da alta do dólar. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em US$ 101,26, com uma valorização superior a 8%. A disparada ocorreu após o novo líder do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, anunciar a intenção de manter o fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

Além disso, o Irã foi responsável por incendiar dois petroleiros em águas iraquianas e atacar três navios no Golfo Pérsico. Esses incidentes intensificaram o conflito e geraram grande apreensão global, conforme apurado por informações da Reuters.

Inflação Doméstica Agrava Cenário

Fatores internos também contribuíram para a pressão nos mercados. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, divulgado nesta quinta-feira, mostrou uma inflação de 0,7% no mês. Embora o acumulado em 12 meses tenha registrado queda, o percentual mensal ficou acima da expectativa de 0,65% da maioria das instituições financeiras.

Uma inflação acima do previsto reduz as chances de o Banco Central promover um corte de 0,5 ponto percentual na Taxa Selic, os juros básicos da economia, na reunião deste mês. A manutenção de taxas de juros elevadas impacta negativamente a bolsa de valores, pois estimula a migração de investimentos do mercado de ações para a renda fixa, como os títulos do Tesouro Nacional.

Moedas Emergentes e o Real

O desempenho do real acompanhou o de outras moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. Com a alta registrada nesta quinta-feira, a divisa brasileira acumula uma queda de 4,42% no ano.

Reflexos para o Norte de Minas

A valorização do dólar e a alta do preço do petróleo têm impactos diretos na economia do Norte de Minas. A região, que possui forte dependência do transporte rodoviário para escoamento de sua produção agrícola e industrial, pode sentir o aumento dos custos com combustíveis. Empresários locais, especialmente aqueles que importam insumos ou máquinas, enfrentarão despesas maiores, o que pode ser repassado aos consumidores.

Em Montes Claros e cidades vizinhas, a inflação acima do esperado, somada aos custos de importação e frete, tende a pressionar ainda mais os preços de produtos e serviços, afetando o poder de compra dos moradores. O cenário de juros altos, embora uma medida de controle inflacionário, pode desestimular investimentos e a expansão de negócios na região, impactando a geração de empregos e o desenvolvimento econômico local.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima