Esqui Brasileiro Busca 2ª Medalha Paralímpica em Milão-Cortina com Cristian Ribera e Aline Rocha

PUBLICIDADE

O esqui brasileiro mantém a esperança de conquistar uma segunda medalha na Paralimpíada de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, que se encerra neste domingo (15). O último dia de competições reserva as disputas dos 20 quilômetros do esqui cross-country, em Tesero, a partir das 5h (horário de Brasília), com seis atletas do país em busca de um lugar no pódio.

Cristian Ribera, responsável pela primeira medalha paralímpica de inverno do Brasil – uma prata no sprint (um quilômetro) para esquiadores sentados –, é uma das principais apostas. O atleta rondoniense, radicado em Jundiaí (SP), já demonstrou seu potencial ao conquistar o bronze nos 20 km no Mundial de Toblach (Itália) no ano passado.

“Já estudamos os tempos dos dez melhores para podermos chegar firmes e fortes nas primeiras colocações. O esporte é individual, mas tem uma equipe enorme trabalhando e é por isso que a gente está evoluindo”, explicou Cristian Ribera ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Ele nasceu com artrogripose, uma condição que afeta as articulações das pernas.

No sábado (14), Ribera participou do revezamento do esqui cross-country ao lado da paranaense Aline Rocha e do paulista Wellington da Silva. A equipe, composta por três atletas, obteve a sétima colocação entre dez equipes, com o tempo de 27min00s5. Este foi o melhor resultado do Brasil na história da prova de revezamento.

“Hoje [sábado] não senti tanto a respiração, foi mais dor física, principalmente nas pernas. Gostei da prova. Fiz uma boa primeira volta; na segunda, cansei bastante. É muito bom fazer uma prova em conjunto. Sempre treino com o Cristian e com a Aline”, comentou Wellington da Silva, que possui má-formação congênita no antebraço esquerdo, à comunicação do CPB. A presença de Wellington, que compete de pé, foi crucial para a melhora do desempenho brasileiro no revezamento, conforme destacou Aline Rocha.

### Aline Rocha também mira o pódio individual

Aline Rocha, paraplégica devido a um acidente automobilístico, também surge como uma forte candidata a medalha neste domingo. Em 2023, ela conquistou o bronze nos 18 km no Mundial de Ostersund (Suécia), uma prova que antecedeu a de 20 km no programa do evento. Sua experiência e desempenho recente a colocam em posição de destaque para a competição final.

Além de Cristian, Aline e Wellington, os paulistas Guilherme Rocha e Elena Sena, e o paraibano Robelson Lula também estarão na disputa por medalhas neste último dia de provas. A cerimônia de encerramento da Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina será realizada em Cortina d’Ampezzo, local das provas de snowboard, a partir das 16h30.

### Reflexos para o Norte de Minas

Embora as competições de esqui paralímpico ocorram na Itália, o desempenho e a visibilidade de atletas como Cristian Ribera e Aline Rocha trazem importantes reflexos para o desenvolvimento do esporte adaptado em todo o Brasil, incluindo o Norte de Minas. A inspiração gerada por essas conquistas pode incentivar a criação e o fortalecimento de programas de esporte para pessoas com deficiência na região. Iniciativas locais de fomento ao paradesporto podem encontrar nesses exemplos a motivação necessária para identificar e desenvolver novos talentos, promovendo inclusão e bem-estar para a comunidade mineira.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima