Leilão de Reserva de Capacidade Contrata 501 MW de Termelétricas com Economia de R$ 1,83 Bilhão

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O Brasil deu um passo importante na garantia de sua segurança energética com o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP nº 3), realizado nesta sexta-feira (21) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O certame, sediado em São Paulo, contratou 501 megawatts (MW) de capacidade de usinas termelétricas, gerando uma economia estimada de R$ 1,83 bilhão para o consumidor.

O leilão, que teve início às 10h, registrou um deságio médio de 50,14% sobre o preço-teto estabelecido, um índice significativamente superior ao obtido em leilões anteriores. Ao todo, as usinas contratadas custarão R$ 979 milhões enquanto estiverem em operação. A expectativa é que esses contratos garantam a disponibilidade de energia em momentos de pico e de menor geração por fontes renováveis.

### Detalhes das Contratações
Um total de 38 projetos se inscreveram para o leilão, somando 5.890 MW de capacidade potencial. Desses, 18 eram de termelétricas a óleo e 20 de térmicas a biodiesel. O certame foi dividido em três rodadas, cada uma com regras e prazos específicos.

Na primeira rodada, foram contratadas termelétricas a óleo combustível e óleo diesel para fornecimento por três anos, com início em agosto de 2026. O preço médio obtido foi de R$ 899,65 mil por megawatt/ano, representando um deságio de 56% em relação ao teto de R$ 1,6 milhão. A segunda rodada seguiu o mesmo modelo de fornecimento por três anos, mas com início previsto para agosto de 2027, com contratos fechados a R$ 860,8 mil por megawatt/ano, também abaixo do teto estabelecido.

A terceira e última rodada focou na contratação de termelétricas a biodiesel, com contratos de 10 anos a partir de agosto de 2030. O preço alcançado foi de R$ 787,15 mil por megawatt/ano, um deságio expressivo frente ao preço-teto de R$ 1,75 milhão.

### Contexto dos Leilões de Reserva
Este leilão segue o primeiro certame de reserva de capacidade do ano (LRCAP nº 02), realizado na quarta-feira (18). Na ocasião, foram contratados 18,997 gigawatts (GW) de potência de usinas hidrelétricas, a carvão e a gás natural. Este leilão anterior movimentou R$ 515,7 bilhões em receita total, com um deságio de 5,52%, resultando em uma economia de mais de R$ 33,64 bilhões para os consumidores e gerando R$ 64,5 bilhões em investimentos. Somando ambos os eventos, o governo garantiu a contratação de 19,5 GW em potência, predominantemente de fontes fósseis.

### Reflexos para o Norte de Minas
Embora os leilões tenham sido realizados em âmbito nacional, a garantia de reserva de capacidade tem um impacto indireto na estabilidade do fornecimento de energia em todas as regiões do país, incluindo o Norte de Minas. A diversificação da matriz energética e a segurança no suprimento são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social local, assegurando que indústrias, comércios e residências na região tenham acesso contínuo à eletricidade, mesmo em cenários de maior demanda ou de menor disponibilidade de fontes renováveis. A contratação de fontes como termelétricas a óleo e biodiesel, apesar de serem combustíveis fósseis, atua como um respaldo essencial para a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).

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