A Farsa do “Desinteresse” Esquerdo: Por Que Ditaduras Aliadas São Defendidas Como Virtude Moral

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A ideia de que a política é movida exclusivamente por altruísmo ou por uma busca pura por justiça social é uma ilusão perigosa, especialmente quando se trata da defesa de regimes autoritários. A literatura em diversas áreas, da psicologia à ciência política, é clara: interesses são o motor da ação humana e institucional. Onde há poder, há convergência de interesses, e fingir o contrário é uma forma de desonestidade intelectual, como aponta a análise sobre a pretensa superioridade moral da esquerda na defesa de suas ditaduras aliadas.

Na economia, o autointeresse, sob regras claras, gera cooperação e prosperidade. Na ciência política, a competição de interesses é a base das democracias, enquanto a concentração e proteção de interesses definem as ditaduras. Geopoliticamente, Estados buscam segurança, recursos e projeção de poder. Ignorar esses fatos é se afastar da realidade.

A Venezuela como Estudo de Caso

A Venezuela chavista é um exemplo gritante. Sua sustentação não se deu por ideais, mas por uma complexa rede de interesses externos, estatais e criminosos. China, Rússia e Irã encontraram no país um território estratégico para seus projetos, incompatíveis com a democracia e o bem-estar da população. A China investiu bilhões em acordos de “petróleo por dinheiro”, garantindo acesso a recursos e influência na América Latina. A Rússia usou Caracas como vitrine antiamericana e peça de barganha geopolítica, enquanto o Irã transformou o território em hub para evasão de sanções e financiamento de redes terroristas, com a participação ativa do Hezbollah.

A esse eixo se somou o crime organizado. Cartéis e redes transnacionais se fundiram ao Estado em uma simbiose funcional ao regime. O resultado foi o colapso: hiperinflação, fome, destruição de serviços públicos e uma diáspora massiva. A esmagadora maioria dos venezuelanos rejeitava Maduro, buscando apenas sobreviver sem medo.

Interesses Americanos e a Crítica Simplista

A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, longe de ser um ato romântico, foi um movimento geopolítico clássico para desmantelar um nó de interesses autoritários e hostis. Os objetivos americanos incluem segurança hemisférica, combate ao narcoterrorismo, contenção de Rússia e Irã, redução da migração e acesso a recursos estratégicos. Reduzir essa complexa operação à “ganância por petróleo” é uma infantilização deliberada da análise geopolítica, que envolve muito mais do que apenas recursos energéticos.

Reações Internacionais e o Cinismo da Esquerda

As reações internacionais à ação americana escancaram interesses. A Coreia do Norte condenou a ação por defender a retórica da soberania absoluta. Emmanuel Macron agiu com cautela pragmática, equilibrando interesses europeus. Marine Le Pen, ligada à órbita russa, criticou a ação por enfraquecer Moscou. Já a reação de Lula, em nome de uma “não intervenção” vazia, silenciou sobre a miséria e o crime transnacional. Essa postura, longe de ser neutralidade, revela um alinhamento ideológico e interesse político.

A esquerda brasileira, que por décadas denunciou “imperialismos abstratos”, hoje defende regimes concretos sustentados por drogas e fome, desde que úteis à sua narrativa. Não é pacifismo, mas conveniência. O erro moral não está em ter interesses, mas em fingir que não existem enquanto se justificam opressões reais em nome de abstrações políticas. O critério honesto em um Estado moderno é verificar quais interesses convergem com as necessidades concretas da população. No caso venezuelano, os interesses dos EUA convergem com o desejo majoritário por democracia e reconstrução, um passo essencial para que os venezuelanos voltem a decidir seu destino.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora a notícia se concentre na Venezuela, a análise sobre a convergência de interesses em regimes autoritários e a crítica à hipocrisia ideológica têm paralelos importantes para a região do Norte de Minas. A defesa de projetos políticos que ignoram o bem-estar da população em nome de narrativas ideológicas pode gerar instabilidade e colapso social, cujos efeitos se espalham. A busca por desenvolvimento e democracia na região passa, necessariamente, pela valorização de interesses que se alinham com as necessidades concretas dos cidadãos mineiros, evitando a adoção de discursos que mascaram a realidade e perpetuam a opressão.

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