Aéreas alertam para “consequências severas” com reajuste do querosene de aviação

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O setor aéreo brasileiro está em alerta após o anúncio de um novo reajuste no preço do querosene de aviação (QAV) pela Petrobras. As companhias aéreas preveem “consequências severas” para o setor, que já opera com margens apertadas.

Para mitigar os efeitos imediatos, a Petrobras informou que permitirá às distribuidoras de QAV optar por pagar apenas 18% do aumento anunciado, com a diferença parcelada em até seis vezes a partir de julho. A medida busca aliviar a pressão financeira sobre as empresas.

Entenda o cenário de reajustes

O preço do querosene de aviação é definido mensalmente pela Petrobras, sempre no primeiro dia do mês. O aumento atual ocorre em um contexto global de alta no preço do barril de petróleo, intensificada pela guerra no Irã, que afeta diretamente os custos de produção e transporte.

Impacto nos custos das companhias aéreas

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam que os combustíveis representam aproximadamente 30% dos custos totais das companhias aéreas. A escalada nos preços do QAV, portanto, tem um impacto direto e significativo na operação e na precificação das passagens aéreas.

Em março, o reajuste médio do QAV havia sido de cerca de 9%, e em fevereiro, houve uma leve redução de 1%. O cenário atual, no entanto, aponta para uma tendência de alta que pode se estender, pressionando ainda mais as finanças das empresas e, consequentemente, o bolso dos passageiros.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora a notícia sobre o reajuste do querosene de aviação seja de âmbito nacional, o Norte de Minas e Montes Claros podem sentir os efeitos indiretos. A elevação dos custos operacionais das companhias aéreas pode levar a um aumento no preço das passagens aéreas que servem a região, afetando o turismo e os negócios. A dependência do modal aéreo para conectar o Norte de Minas a outros grandes centros pode tornar os custos de deslocamento mais elevados para moradores e visitantes.

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