Alto Rio Pardo busca reconhecimento de APLs para impulsionar produção de cachaça e polvilho no Norte de Minas

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Alto Rio Pardo busca reconhecimento de APLs para impulsionar produção de cachaça e polvilho no Norte de Minas

Comitiva estadual visita produtores para estruturar cadeias produtivas e facilitar acesso a políticas públicas para centenas de famílias

A região do Alto Rio Pardo, no Norte de Minas Gerais, está em busca do reconhecimento de seus Arranjos Produtivos Locais (APLs) para as cadeias da cachaça e do polvilho. A iniciativa visa fortalecer a produção, formalizar os negócios e garantir o acesso a políticas públicas que beneficiem centenas de famílias envolvidas nessas atividades econômicas.

Nos dias 10 e 11 de março, uma comitiva conjunta do Sebrae Minas e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) realiza uma visita técnica a propriedades rurais e unidades de produção. O objetivo é mapear os produtores e estruturar esses APLs estratégicos, com foco em Rio Pardo de Minas, município reconhecido como o maior produtor de polvilho do estado.

Visita Estratégica para o Desenvolvimento Regional

Durante a visita, a comitiva irá conversar com lideranças locais em Rio Pardo de Minas, buscando entender as demandas e os desafios dos produtores. A expectativa é que o processo de reconhecimento dos APLs facilite o acesso a programas e investimentos voltados para o desenvolvimento regional.

Um APL é definido como um conjunto de empreendedores localizados em um mesmo território, que possuem especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizado entre si e com outros atores locais. Segundo Albertino Correia, analista do Sebrae Minas, a proposta é integrar os produtores no Arranjo Produtivo Local da Região do Alto Rio Pardo, que já abrange 17 municípios com tradição na produção de cachaça e farinha.

Rio Pardo de Minas: Capital do Polvilho busca Formalização

Rio Pardo de Minas se destaca pela vasta produção de polvilho, com centenas de famílias dedicadas ao cultivo da mandioca e à fabricação de toneladas do produto. Contudo, grande parte dessa produção, assim como a de cachaça, ainda ocorre na informalidade. “Diante deste cenário, pelo menos dez municípios devem participar do processo de estruturação dos APLs, reunindo as principais áreas produtoras, estimulando a formalização dos negócios e fortalecendo a organização regional”, explicou Correia.

A formalização é um passo crucial para que os produtores possam expandir seus mercados, obter linhas de crédito específicas e melhorar a qualidade e competitividade de seus produtos.

APLs em Minas Gerais: Cenário Atual e Expansão

Dados da Sede-MG indicam que Minas Gerais iniciou o ano de 2026 com 77 Arranjos Produtivos Locais. Os dois mais recentes integrantes deste grupo, que contava com 75 polos em 2025, são a Charcutaria da Zona da Mata e a Desmontagem Veicular, localizados em Belo Horizonte e sua Região Metropolitana.

Atualmente, 313 municípios mineiros em todas as regiões do estado são reconhecidos como APLs, gerando cerca de 250 mil empregos diretos. Os segmentos com maior número de APLs incluem confecção (13), moveleiro (7), bebidas (6), tecnologia da informação e comunicação (4), metal mecânico (3), apicultura (3), calçadista (3) e cafeicultura (3). A certificação tem validade de três anos e pode ser renovada, desde que haja desenvolvimento da vocação econômica da região.

Impacto para o Norte de Minas

Para o Norte de Minas, o reconhecimento dos APLs da cachaça e do polvilho no Alto Rio Pardo representa um avanço significativo no desenvolvimento econômico local. A formalização e o apoio às cadeias produtivas tradicionais não apenas valorizam os produtos regionais, mas também impulsionam a geração de renda e empregos, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das comunidades. A iniciativa reforça o potencial agroindustrial da região e a capacidade de organização dos produtores em busca de maior competitividade e sustentabilidade.

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