Anac e Aéreas Discutem Ampliação de Voos no Santos Dumont; Prefeito Eduardo Paes Critica Decisão

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Contexto da Reunião

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou ter realizado reuniões com empresas aéreas para discutir possíveis alterações nas operações dos aeroportos do Rio de Janeiro. O encontro, descrito como uma análise “técnica e operacional”, pode levar a um aumento no número de voos no Aeroporto Santos Dumont, localizado no centro da capital fluminense. Essa mudança tem potencial para impactar diretamente o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão.

Críticas do Prefeito Eduardo Paes

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, manifestou forte oposição à possibilidade de aumento de passageiros no Santos Dumont. Ele argumenta que tal medida prejudicaria o Galeão, aeroporto concedido à iniciativa privada e localizado na Ilha do Governador. Paes ressaltou que a limitação de 6,5 milhões de passageiros anuais no Santos Dumont, implementada pelo governo federal em 2023, foi crucial para fortalecer o Galeão, que registrou um crescimento expressivo, passando de 8 para 17 milhões de passageiros e recebendo 2 milhões de turistas internacionais nos últimos dois anos.

“Chama atenção a movimentação às escuras da Anac para flexibilizar a restrição de voos no Santos Dumont, que já é conhecidamente contrária aos interesses do Rio e do Brasil”, declarou Paes em suas redes sociais, acusando a agência reguladora de atuar de forma não transparente e contrária aos interesses da cidade e do país.

Posição da Anac e do Ministério

Em resposta às críticas, a Anac declarou ter recebido a postagem de Paes “com surpresa” e repudiou qualquer insinuação de atuação “às escuras”. A agência afirmou que todos os seus atos são realizados por meio de processos administrativos transparentes e auditáveis. Segundo a Anac, a discussão sobre a flexibilização das operações do Santos Dumont é feita “de forma aberta e transparente” desde junho de 2025 e está prevista no processo de repactuação do contrato de concessão do Galeão, aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O Ministério de Portos e Aeroportos reforçou que a movimentação da Anac integra o processo de relicitação do Galeão, previsto para leilão em março de 2026. A pasta informou que qualquer ampliação da capacidade do Santos Dumont será gradual, com início estimado a partir do último trimestre de 2026, de forma planejada e alinhada ao interesse público.

Histórico e Negociação do Galeão

O Aeroporto do Galeão foi concedido à iniciativa privada em 2014. Em 2022, diante dos impactos da pandemia, o grupo controlador manifestou o desejo de devolver a operação. Após negociações, a repactuação do contrato foi avalizada pelo TCU em junho de 2024. O aumento do número de passageiros no Galeão era um ponto defendido pela concessionária. A repactuação, assinada em setembro, prevê uma venda assistida do aeroporto em março de 2026, com lance mínimo de R$ 932 milhões.

Preocupações do Setor Empresarial

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) também expressou preocupação com o potencial aumento no teto de passageiros do Santos Dumont. A entidade defende políticas de incentivo para a logística de acesso ao Galeão, que também opera carga aérea. A Firjan alertou que a alteração não deve causar “esvaziamento econômico do Rio de Janeiro”. Similarmente, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) manifestou “inconformismo institucional” e defende a manutenção do teto atual, argumentando que a flexibilização das regras gera “insegurança regulatória”.

Fonte: Esta notícia foi adaptada de conteudos de Anac discute com aéreas aumento de voos no Santos Dumont; Paes critica
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se reuniu com empresas aéreas para avaliar as possibilidades de alteração nas operações dos aeroportos do Rio de Janeiro, “de forma técnica e operacional”. 
Um dos resultados possíveis é o aumento dos voos no aeroporto Santos Dumont, no centro da capital, que pode ter efeito direto no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. 
Em 2023, o governo federal limitou o número de passageiros no Santos Dumont em 6,5 milhões por ano. Com a medida, o Galeão viu crescer o número de embarques e desembarques.
O possível aumento nos voos do Santos Dumont recebeu críticas do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Para ele, permitir mais passageiros no terminal, operado pela estatal Infraero, prejudica o Galeão, na Ilha do Governador, zona norte da capital fluminense, controlado pelo grupo privado Changi.
Nas redes sociais, Paes declarou que o Galeão é “fundamental para o desenvolvimento do Rio e do Brasil” e que a decisão anterior do governo federal de limitar o movimento no Santos Dumont é “política pública que salvou e fortaleceu o Galeão”. 
De acordo com Paes, nos últimos dois anos, o Galeão atingiu recorde de passageiros, saltando de 8 milhões para 17 milhões. Além disso, completa, houve acréscimo de 2 milhões de turistas internacionais.
O prefeito afirmou que a agência reguladora age de forma não transparente e é contrária aos interesses da cidade e do país. 
“Chama atenção a movimentação às escuras da Anac para flexibilizar a restrição de voos no Santos Dumont, que já é conhecidamente contrária aos interesses do Rio e do Brasil”, escreveu. 
Já a Anac declarou que recebeu “com surpresa” a postagem feita por Paes nas redes sociais. 
“A Anac repudia qualquer insinuação de atuação ‘às escuras’ ou de existência de ‘forças ocultas’, reafirmando que todos os seus atos ocorrem por meio de processos administrativos transparentes, auditáveis e devidamente documentados, em consonância com os princípios da administração pública”, assinala a agência em comunicado à imprensa.
Segundo a agência, a flexibilização das operações do Santos Dumont vem sendo discutida desde junho de 2025, “de forma aberta e transparente”. Além disso, ainda segundo a Anac, a mudança está prevista no processo de repactuação do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão do Galeão, “aprovado no âmbito TCU, em solução consensual entre os envolvidos, incluindo a concessionária do Galeão”.
A Anac também se dispôs a apresentar à prefeitura carioca, de forma detalhada, todo o processo administrativo, fundamentos técnicos, jurídicos e as orientações recebidas tanto do TCU quanto do Ministério dos Portos e Aeroportos. E acrescentou que cumpre diretriz de política pública estabelecida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, a quem é vinculada, “referendada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e alinhada às decisões do governo federal”.
Ministério
Procurado pela Agência Brasil, o Ministério de Portos e Aeroportos reforçou que a movimentação da Anac faz parte do processo de relicitação do Galeão, que será realizado por meio de leilão, em março de 2026.
“Eventual ampliação da capacidade de processamento de passageiros no Aeroporto Santos Dumont está prevista para ocorrer de maneira gradual, com início estimado a partir do último trimestre de 2026, de forma planejada, responsável e alinhada ao interesse público”, informou a pasta.
Galeão x Santos Dumont
A distância entre os dois terminais é de cerca de 20 quilômetros. Além de ser localizado no centro da cidade, o Santos Dumont fica mais perto de regiões turísticas, como a zona sul, que concentra praias e hotéis.
O Galeão foi concedido à iniciativa privada em 2014. No entanto, em 2022, quando o terminal sofreu efeitos da pandemia de covid-19, que diminuiu consideravelmente o número de passageiros, o grupo controlador manifestou formalmente ao governo a intenção de devolver a operação.
No ano seguinte, a Changi procurou o governo para renegociar o contrato. A negociação terminou em 2024, e os termos definitivos da repactuação foram avalizados em junho pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A Anac participou da elaboração.
O aumento do número de passageiros no Galeão era um dos elementos defendidos pela concessionária e fez parte das negociações.
A repactuação foi assinada em 25 de setembro e prevê ainda uma venda assistida. O processo é como um novo leilão, no qual outras empresas podem se candidatar. No entanto, é realizado de forma direta, ou seja, sem ter que reestatizar o aeroporto para concedê-lo novamente.
A venda assistida do Galeão está marcada para 30 de março de 2026 e está estipulado um lance mínimo de R$ 932 milhões para obter o direito de explorar o aeroporto. Além disso, está acertado que a Infraero venderá a toda a participação (49% do aeroporto) para o grupo vencedor.
Empresários
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) também manifestou preocupação com o possível aumento no teto de passageiros no Santos Dumont e defendeu a criação de políticas de incentivos para a melhoria de logística de acesso ao Galeão, que também opera transporte aéreo de cargas.
De acordo com a Firjan, de janeiro a outubro de 2025 o transporte de cargas cresceu 46,3% em relação ao mesmo período de 2023, ano em que começou a imitação de passageiros.
“É fundamental que uma alteração no teto máximo de movimentação de passageiros no Santos Dumont não acarrete em esvaziamento econômico do Rio de Janeiro”, pede a Firjan.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) manifestou “inconformismo institucional” e defende a manutenção do teto atual de passageiros.
Para a entidade, mesmo com limitação de 6,5 milhões de passageiros anuais, o Santos Dumont permaneceu entre os aeroportos mais movimentados do país, “operando dentro de sua capacidade e com alto nível de qualidade para os usuários”.
“A eventual flexibilização das regras vigentes compromete a coerência da política pública implementada, enfraquece o planejamento do setor e gera insegurança regulatória”, diz a Fecomércio-RJ.. Portal Minas Noticias fornece analise e contextualizacao de noticias relevantes para Montes Claros e Norte de Minas.

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