Baterias de Energia Renovável Podem Injetar R$ 70 Bilhões no Mercado Brasileiro até 2034

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O Brasil figura como o terceiro maior produtor mundial de energia a partir de fontes renováveis, atrás apenas de China e Estados Unidos. Apesar da expressiva capacidade instalada de 213 gigawatts, o país ainda enfrenta o desperdício de aproximadamente 17% dessa energia, conforme estimativas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A carência de sistemas de armazenamento e a dificuldade de integração elétrica são os principais gargalos, afetando especialmente a Região Nordeste, que concentra grande parte da geração solar e eólica.

Armazenamento como Solução Estratégica

Fábio Lima, diretor executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), aponta a expansão do mercado de baterias como um divisor de águas para reverter esse cenário. “O armazenamento tende a ser aplicado em todo o país, mas o Nordeste tem destaque, com seus grandes parques eólicos e fotovoltaicos – que hoje sofrem com os cortes de geração –, assim como na utilização no agronegócio, em sistemas de menor porte. A Amazônia já tem visto o avanço do armazenamento nos sistemas isolados e nas comunidades ribeirinhas associado à geração solar”, explicou Lima.

Esses sistemas de armazenamento permitem capturar a energia gerada em momentos de alta incidência de ventos e sol para ser utilizada quando esses recursos naturais não estão disponíveis, como durante a noite ou em períodos de baixa produção. A Absae projeta que este mercado movimente R$ 70 bilhões até 2034, com potencial para beneficiar não apenas o agronegócio, mas também indústrias, centros comerciais e hospitais.

Leilão de Reserva de Capacidade e Novos Horizontes

Um marco importante para o setor foi o anúncio, durante a COP 30 em Belém do Pará, do primeiro leilão de reserva de capacidade em sistemas de armazenamento de energia por baterias, previsto para abril de 2024. O certame, que visa contratar 2 GW, permitirá que empresas autorizadas forneçam energia elétrica armazenada em baterias químicas. As regras estabelecem recarga completa em até seis horas e disponibilidade de potência máxima por quatro horas diárias, com início de operação previsto para agosto de 2028.

O desenvolvimento do mercado de baterias é visto como a próxima fronteira do setor elétrico brasileiro, atraindo o interesse de grandes players nacionais e internacionais, incluindo a Petrobras. Essa evolução é fundamental para consolidar o Brasil como líder na transição energética, um caminho já bem trilhado, considerando que 91,2% da eletricidade do país já provém de fontes renováveis, de acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Impacto para o Norte de Minas

Embora a notícia se refira a um cenário nacional, a expansão do armazenamento de energia via baterias pode trazer benefícios indiretos para o Norte de Minas. A região, com seu potencial solar e eólico, pode se tornar um polo de atração para investimentos em infraestrutura de armazenamento. Além disso, a maior estabilidade do sistema elétrico nacional, decorrente da melhor gestão da intermitência das renováveis, tende a reduzir custos e garantir maior segurança energética para consumidores industriais e residenciais em todo o país, incluindo Montes Claros e demais municípios mineiros.

A participação de empresas locais ou a atração de novas indústrias ligadas ao setor de baterias e energias renováveis pode gerar empregos e impulsionar a economia regional, alinhando o Norte de Minas a essa nova fronteira energética.

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