Carnaval do Rio ganha tom de conscientização contra violência à mulher com iniciativa de blocos

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Carnaval do Rio ganha tom de conscientização contra violência à mulher com iniciativa de blocos

Liga de blocos cariocas lança campanha “Bloco da Não Violência Contra Mulher” para alertar foliãs e foliões durante a festa.

Em meio à folia e à celebração do carnaval no Rio de Janeiro, a Liga Independente dos Blocos de Embalo do Estado do Rio de Janeiro (Liberj) decidiu unir a alegria da festa à conscientização sobre um tema urgente: a violência contra a mulher. A iniciativa busca aproveitar a grande visibilidade do período para combater o alarmante aumento de crimes que têm mulheres como vítimas.

Concentração e Mensagens de Apoio

Com o nome “Bloco da Não Violência Contra Mulher”, a ação está programada para a segunda-feira de carnaval, 16 de fevereiro, às 18h, na Avenida Chile, no centro da capital fluminense. Integrantes de diversas agremiações carnavalescas, incluindo a Banda da Folia e a Confraria da Bebidinha, além de componentes e ritmistas dos 20 blocos filiados à Liberj, vão se unir. Eles carregarão faixas e cartazes com mensagens educativas e informações cruciais sobre os canais de denúncia para os diversos tipos de violência de gênero.

Combate à Estatística Alarmante

Édson Baiga, diretor da Liberj, explicou a importância da iniciativa, destacando que a violência contra a mulher tende a se intensificar em períodos de grande aglomeração e festividade. “Essa luta não é só de uma entidade, é de uma sociedade, e, principalmente, dos homens que têm consciência que a mulher foi feita para ser respeitada. A mulher tem direito sobre o corpo dela. O corpo da mulher, a mulher não é uma posse do homem”, ressaltou Baiga. Ele citou dados alarmantes do Ministério da Justiça, que apontam um aumento significativo nos casos de feminicídio ao longo da última década, com uma média de quatro mulheres mortas por dia em 2025, comparado a 535 casos em 2015.

Liberdade e Respeito no Carnaval

Gabriela Szprinc, economista e participante da festa, avaliou a iniciativa como fundamental para a segurança das mulheres. “O feminicídio no Brasil ainda é assustador. Ainda é um desafio para nós, como mulheres, estarmos num lugar, poder brincar o carnaval, poder só estar lá. Ser feliz e participar do jeito que cada uma entende que quer fazer, do jeito que quiser. Ter a liberdade e ser respeitada”, declarou Szprinc. A mensagem central da campanha é clara: o carnaval deve ser vivido com dignidade e respeito para todas e todos.

Onde Buscar Ajuda

A campanha reforça que, em caso de qualquer tipo de violência, o disque 180 funciona 24 horas por dia, oferecendo suporte e orientação às vítimas.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora a iniciativa ocorra no Rio de Janeiro, o tema da violência contra a mulher é uma preocupação nacional e também se estende ao Norte de Minas. Dados locais e regionais frequentemente apontam para a persistência de casos de violência doméstica e de gênero na região. Campanhas de conscientização como esta, que utilizam espaços de grande visibilidade como o carnaval, servem de inspiração e reforçam a necessidade de debates contínuos e ações efetivas em Montes Claros e em todo o estado de Minas Gerais para garantir a segurança e o respeito às mulheres.

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