China Atinge Superávit Comercial Recorde em 2025 Apesar das Tarifas dos EUA

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A China encerrou o ano de 2025 com um superávit comercial sem precedentes, atingindo a marca de 8,51 trilhões de yuans (aproximadamente R$ 6,5 trilhões). O resultado é o maior já registrado pelo país, mesmo diante de um cenário internacional marcado por tensões comerciais e tarifas impostas pelos Estados Unidos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) pela Administração Geral de Alfândegas chinesa.

O expressivo saldo positivo foi impulsionado por exportações que somaram 26,99 trilhões de yuans (cerca de R$ 20,7 trilhões) e importações de 18,48 trilhões de yuans (aproximadamente R$ 14,2 trilhões). Esse desempenho representou um aumento interanual de 20,5%, um feito notável em um período de forte disputa comercial com os EUA.

A trajetória de crescimento do superávit chinês tem sido consistente nos últimos anos, especialmente após o impacto inicial da pandemia de COVID-19. Em 2020, o saldo positivo foi de 3,71 trilhões de yuans (R$ 2,8 trilhões). Nos anos seguintes, os números foram: 4,37 trilhões (R$ 3,3 trilhões) em 2021, 5,86 trilhões (R$ 4,5 trilhões) em 2022, 5,79 trilhões (R$ 4,4 trilhões) em 2023 e 7,06 trilhões (R$ 5,4 trilhões) em 2024, culminando no pico de 2025.

Como referência anterior à crise sanitária, que levou ao fechamento de fronteiras e interrupções no comércio global, o superávit em 2019 foi de 2,92 trilhões de yuans (R$ 2,2 trilhões). Os níveis atuais demonstram uma recuperação e expansão significativas, superando amplamente os patamares pré-pandemia.

Em 2025, as exportações chinesas apresentaram um crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior, enquanto as importações registraram um avanço mais modesto de 0,5%. Essa diferença acentuada entre o volume de vendas e compras ao exterior contribuiu diretamente para a ampliação do superávit.

Apenas no mês de dezembro de 2025, as exportações cresceram 5,2% anualmente, e as importações, 4,4%. O superávit mensal registrado foi de 808,77 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 624,4 trilhões), segundo informações da Alfândega.

Esses números reforçam o papel crucial do setor externo como um dos principais pilares da economia chinesa. Em um contexto de desaceleração da demanda interna e de persistentes atritos comerciais em âmbito global, a capacidade de exportação tem sido fundamental para sustentar o crescimento do país.

Com informações da EFE.

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