Comissão de Segurança Pública do Senado aprova diligências em estações de observação espacial Brasil-China

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A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (17) um requerimento para que parlamentares realizem diligências em duas instalações estratégicas no Brasil com participação chinesa. A visita contemplará a Estação Terrestre de Tucano, em Salvador (BA), e o Laboratório Conjunto China-Brasil para Tecnologia de Radioastronomia, na Serra do Urubu (PB).

A iniciativa partiu do senador Márcio Bittar (PL-AC), que citou um relatório elaborado por uma comissão do Congresso dos Estados Unidos. O documento levanta suspeitas de que a China poderia utilizar essas instalações em território brasileiro para fins militares, incluindo a coleta de dados espaciais.

Suspeitas sobre coleta de dados e base industrial

Segundo o relatório americano, a Estação Terrestre de Tucano, operada pela empresa aeroespacial Ayla Space em parceria com a chinesa Beijing Tianlian Space Technology, estaria envolvida na coleta de dados espaciais. O documento sugere que essa unidade poderia compor a base industrial de defesa da China.

O Laboratório Conjunto China-Brasil para Tecnologia de Radioastronomia, também alvo da investigação, teria sido estabelecido em 2025. A parceria, conforme apurado, envolve o Instituto de Pesquisa em Comunicações da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China e as universidades federais de Campina Grande (UFCG) e da Paraíba (UFPB), com foco em colaboração em radioastronomia.

Senador cobra atenção das autoridades

Em seu requerimento, Márcio Bittar ressaltou a necessidade de atenção por parte das autoridades brasileiras. “Embora não se tenha certeza da natureza dessas instalações e tampouco dos detalhes sobre a parceria com a China, o assunto exige atenção das autoridades brasileiras, do Poder Legislativo, e deste Senado Federal em particular”, declarou o senador.

Relações bilaterais e parceira comercial

O senador Sérgio Moro (União-PR) endossou o requerimento, mas fez questão de afastar qualquer ideia de desconfiança generalizada nas relações entre Brasil e China. “A China é um grande parceiro comercial do Brasil e precisa continuar sendo”, afirmou Moro, buscando equilibrar a prudência com a manutenção das relações diplomáticas e comerciais.

As diligências devem fornecer mais clareza sobre as atividades realizadas nas instalações e a natureza das parcerias Brasil-China, permitindo que o Legislativo tome decisões informadas sobre a segurança nacional e a cooperação internacional.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora as instalações em questão estejam localizadas na Bahia e na Paraíba, a decisão do Senado em investigar parcerias estratégicas com a China pode ter implicações futuras para o Norte de Minas. A região, que busca diversificar sua economia e atrair investimentos em tecnologia e infraestrutura, acompanha de perto os desdobramentos de acordos internacionais que envolvam o país asiático, um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

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