Dia Mundial da Água: Deputado Nilto Tatto Alerta para Poluição e Cobra Saneamento Básico Universal no Brasil

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Em Brasília, o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), que também coordena a Frente Parlamentar Ambientalista, utilizou a ocasião do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, para chamar atenção aos graves impactos da poluição, da escassez hídrica e do aquecimento global. A declaração foi feita durante sua participação no Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, na segunda-feira, 23 de março de 2026, um dia após sessão solene sobre o tema na Câmara dos Deputados.

Tatto direcionou críticas ao novo marco legal do saneamento, argumentando que a legislação tem ampliado as privatizações e, consequentemente, dificultado a meta de universalização do acesso à água potável e tratamento de esgoto no país. Segundo o parlamentar, a medida compromete a capacidade de garantir serviços essenciais a toda a população brasileira.

Desafios do Saneamento no Brasil

O deputado citou dados recentes do Instituto Trata Brasil, que revelam uma realidade alarmante: quase metade da população brasileira ainda não possui acesso a serviços de coleta e tratamento de esgoto. “O novo marco legal do saneamento tornou mais difícil garantir que toda a população brasileira tenha coleta e tratamento de esgoto e acesso à água potável”, afirmou Nilto Tatto.

Ele exemplificou a situação com a privatização da Sabesp, em São Paulo. “Antes, a empresa prestava um serviço considerado eficiente. Hoje, há problemas no fornecimento de água. Nas comunidades em que o serviço não gera lucro, as empresas privatizadas têm dificuldade para oferecer tratamento de esgoto e fornecimento de água”, acrescentou o deputado, ressaltando a preocupação com a exclusão de áreas menos rentáveis do acesso aos serviços básicos.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora a discussão tenha ocorrido em âmbito federal, as preocupações levantadas por Nilto Tatto sobre a universalização do saneamento reverberam diretamente no Norte de Minas. A região, que abrange Montes Claros e diversas cidades menores, enfrenta desafios históricos no acesso à água potável e, principalmente, à coleta e tratamento de esgoto em muitas localidades, especialmente nas áreas rurais e comunidades mais afastadas.

A dependência de recursos hídricos como o Rio São Francisco e seus afluentes torna a proteção dos rios uma pauta urgente para o desenvolvimento regional. A discussão sobre a privatização do saneamento levanta o debate sobre como as empresas, sejam públicas ou privadas, podem garantir investimentos e expansão dos serviços em áreas de menor densidade populacional ou com dificuldades geográficas, sem comprometer a qualidade e a acessibilidade para todos os moradores do Norte de Minas.

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