Em um dia de alívio nos mercados financeiros globais, o dólar comercial registrou queda e fechou a sexta-feira (6) cotado a R$ 5,22, com desvalorização de R$ 0,034, o que representa um recuo de 0,64%. A moeda operou em baixa durante toda a sessão, chegando a flertar com os R$ 5,20 por volta das 14h45, mas desacelerou o movimento de queda à medida que investidores aproveitaram a cotação mais baixa para realizar compras.
Com o desempenho desta sexta-feira, o dólar encerra a semana com uma queda acumulada de 0,65%. No acumulado do ano, a divisa estrangeira apresenta uma desvalorização de 4,9%.
Bolsa de Valores Mostra Resiliência
O mercado de ações brasileiro também acompanhou o movimento de recuperação. Após uma forte retração na quarta-feira (4), o índice Ibovespa, principal termômetro da B3, engatou a segunda alta consecutiva, atingindo 182.950 pontos e registrando um avanço de 0,45%. A bolsa oscilou entre ganhos e perdas ao longo do dia, mas consolidou a tendência de alta nas últimas horas de negociação. Na semana, o Ibovespa acumulou uma valorização de 0,87%.
Fatores Externos Ditando o Ritmo
A ausência de notícias de grande impacto no cenário interno brasileiro fez com que os mercados voltassem suas atenções para o exterior. A recuperação das bolsas de valores nos Estados Unidos, que reverteram perdas de dias anteriores, impulsionou o desempenho global. Nos últimos dias, ações de empresas de tecnologia sofreram com o receio de uma bolha especulativa no setor de inteligência artificial, mas parte dessa desvalorização foi revertida nesta sexta-feira, à medida que os papéis se tornaram mais atrativos para novos investidores.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora a notícia sobre a queda do dólar e a recuperação da bolsa de valores seja de âmbito nacional e internacional, o cenário de maior estabilidade cambial e a valorização do mercado de ações podem gerar um ambiente mais propício para investimentos e negócios no Norte de Minas. A redução da incerteza econômica externa tende a refletir em maior confiança para empresas locais e na atração de capital para a região, impactando positivamente o desenvolvimento econômico de Montes Claros e cidades vizinhas. A disponibilidade de crédito e o custo de importação de insumos também podem ser beneficiados, auxiliando setores como o agronegócio e a indústria.