Dólar Despenca para R$ 5,16 Após Trump Sinalizar Fim de Conflito, Impulsionando Bolsa e Economia em Minas

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Dólar Despenca para R$ 5,16 Após Trump Sinalizar Fim de Conflito, Impulsionando Bolsa e Economia em Minas

Moeda americana atinge menor nível desde fevereiro e petróleo recua, gerando alívio nos mercados e expectativas para o Norte de Minas.

O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de significativas reviravoltas nesta segunda-feira (9), com o dólar apresentando uma forte queda e a bolsa de valores em alta. A valorização da moeda nacional e o recuo do petróleo ocorreram após declarações do presidente Donald Trump, indicando que o conflito no Oriente Médio estaria próximo do fim. Em Montes Claros e no Norte de Minas, a notícia gera expectativas positivas, especialmente para o custo de vida e o setor produtivo.

Dólar e Bolsa em Recuperação

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,165, registrando uma queda de R$ 0,079 (-1,52%). A cotação, que abriu em R$ 5,28, desacelerou ao longo do dia com investidores vendendo a moeda para embolsar lucros. A divisa estadunidense alcançou seu menor nível desde 27 de fevereiro, véspera do início dos bombardeios ao Irã, e acumula queda de 5,89% em relação ao real no acumulado de 2026. O euro comercial também fechou em baixa, a R$ 5,99, abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 21 de fevereiro do ano passado.

Paralelamente, o mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 180.915 pontos, com uma alta de 0,86%. O indicador operava com leve alta até as 16h, quando disparou após as declarações de Trump.

Declarações de Trump e Impacto no Petróleo

O presidente Donald Trump afirmou, em entrevista à rede de televisão CBS, acreditar que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída” e que os Estados Unidos estão “muito à frente” do prazo de quatro a cinco semanas de conflito estimado inicialmente. Essa fala teve um impacto imediato e drástico nos preços do petróleo.

Antes da declaração de Trump, o petróleo do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, subia cerca de 7%, cotado em torno de US$ 97 o barril, tendo chegado a US$ 119,50 durante a madrugada. Minutos após a fala, a cotação caiu para US$ 88. Além da mudança de postura de Trump, outros fatores externos contribuíram para segurar a alta do petróleo, como o anúncio de ajuda ao setor petroleiro pelos países do G7 e a declaração do presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o possível envio de fragatas para defender navios no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã, conforme apurado pela Reuters.

Reflexos para o Norte de Minas

A queda do dólar e a redução dos preços do petróleo trazem um alívio significativo para a economia do Norte de Minas. Para os empresários da região, a desvalorização da moeda americana pode baratear a importação de insumos e equipamentos, impactando positivamente os custos de produção. Consumidores de Montes Claros e cidades vizinhas podem sentir o efeito nos preços de produtos importados e, principalmente, nos combustíveis.

A redução do preço do barril de petróleo tende a diminuir o valor da gasolina, diesel e gás, aliviando o orçamento das famílias e os custos de transporte e logística para o comércio local. Segundo a Associação Comercial de Montes Claros, a estabilização do cenário internacional é fundamental para a confiança dos investidores e para o planejamento de longo prazo das empresas da região, que dependem de um ambiente econômico mais previsível para gerar empregos e fomentar o desenvolvimento local.

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