Dólar despenca para R$ 5,20 e atinge menor patamar em quase dois anos

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Em um pregão marcado pela euforia, o dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,206, apresentando um recuo de R$ 0,074, o que representa uma queda de 1,41%. A moeda dos Estados Unidos atingiu seu menor valor desde 28 de maio de 2024, sinalizando um momento de maior confiança no mercado financeiro brasileiro.

A divisa americana acumula uma desvalorização de 5,16% em 2026, impulsionada por uma conjunção de fatores internacionais e domésticos que têm favorecido o fluxo de investimentos para o Brasil.

Ibovespa bate novo recorde em dia positivo na bolsa

Paralelamente à queda do dólar, a bolsa de valores brasileira celebrou um dia de fortes ganhos. O índice Ibovespa, principal termômetro do mercado acionário, encerrou a sessão aos 181.919 pontos, com uma alta expressiva de 1,79%. Este desempenho consolidou um novo recorde histórico para o índice, superando a marca de 180 mil pontos pela primeira vez.

Fatores impulsionam otimismo no mercado

O cenário de otimismo é alimentado por um movimento global de migração de capital, especialmente originário dos Estados Unidos, em direção a mercados emergentes. Essa tendência foi reforçada por recentes declarações de Donald Trump sobre a Groenlândia e pela imposição de tarifas à União Europeia, que criaram incertezas no mercado internacional.

No âmbito doméstico, a divulgação de que a prévia da inflação oficial desacelerou em janeiro trouxe alívio e impulsionou o desempenho da bolsa. Investidores também acompanham de perto as expectativas sobre a política monetária. A maioria aposta que os juros básicos, a Taxa Selic, só começarão a cair em março, mas o mercado não descarta a possibilidade de uma redução já na reunião desta quarta-feira (28), o que se refletiu na queda dos juros no mercado futuro.

A combinação desses elementos – fluxo de capital estrangeiro, cenário internacional mais favorável e indicadores econômicos domésticos positivos – criou um ambiente propício para a valorização dos ativos brasileiros e a desvalorização do dólar.

Reflexos para o Norte de Minas

A valorização do real frente ao dólar e a alta na bolsa de valores podem gerar impactos positivos indiretos para a economia do Norte de Minas. Um dólar mais baixo tende a baratear produtos importados, o que pode beneficiar o comércio local e reduzir custos para empresas que dependem de insumos estrangeiros. Além disso, um ambiente de maior confiança nos mercados pode atrair investimentos para a região, fomentando o desenvolvimento econômico e a geração de empregos.

Fontes: Reuters (via Folhapress)

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