Dólar fecha em R$ 5,32, maior valor desde janeiro, com tensões no Irã e impactos nos mercados globais e em Minas Gerais

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Dólar fecha em R$ 5,32, maior valor desde janeiro, com tensões no Irã e impactos nos mercados globais e em Minas Gerais

O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (13) cotado a R$ 5,316, marcando o maior valor de fechamento desde 21 de janeiro. A alta de 1,41% reflete o nervosismo crescente nos mercados globais, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã e Israel, que levou à busca por ativos considerados mais seguros, como a moeda norte-americana.

Na máxima do dia, a moeda chegou a R$ 5,325, evidenciando a pressão sobre o câmbio. A bolsa de valores brasileira, por sua vez, registrou queda de quase 1%, atingindo o menor nível em quase dois meses, conforme apurado pelo Portal Minas Notícias com informações da Reuters.

Cenário Global e Impacto no Câmbio

As preocupações com um conflito mais duradouro no Oriente Médio foram intensificadas por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu intensificar ações militares contra o Irã. Esse cenário de incertezas ampliou a aversão ao risco global, levando investidores a retirar capital de mercados emergentes, como o Brasil.

Na semana, o dólar acumulou valorização de 1,38%, e em março, a alta já chega a 3,55%. Apesar disso, no acumulado de 2026, a moeda ainda apresenta desvalorização de cerca de 3,15% frente ao real, revertendo parte da forte queda dos primeiros meses do ano.

Intervenção do Banco Central e Desempenho do Real

O real brasileiro apresentou o pior desempenho entre as principais moedas emergentes. Houve uma saída relevante de recursos do país, com investidores aproveitando a cotação mais barata após o bom desempenho da moeda nos dois primeiros meses do ano para comprar dólares.

Pela manhã, o Banco Central (BC) interveio no mercado cambial com uma operação conhecida como “casadão”, vendendo US$ 1 bilhão no mercado à vista e ofertando 20 mil contratos de swap cambial reverso. A ação visou conter a pressão e a menor liquidez no chamado cupom cambial, que reflete a taxa de juros em dólar no país.

Mercado de Ações e Preço do Petróleo

A aversão ao risco também impactou o mercado acionário brasileiro. O Ibovespa caiu 0,91%, fechando aos 177.653 pontos, o menor patamar desde 22 de janeiro. Na semana, o índice acumulou recuo de 0,95%, e em março, a baixa já atinge 5,9%, apesar de ainda registrar valorização de 10,26% no acumulado de 2026.

A tensão geopolítica impulsionou o preço do petróleo. O contrato do tipo Brent para maio avançou 2,67%, fechando a US$ 103,14 por barril, com ganho semanal de cerca de 11%. A commodity já acumula alta superior a 40% em março e aproximadamente 70% no ano, refletindo as incertezas sobre a oferta global.

Reflexos para o Norte de Minas

A alta do dólar e a instabilidade econômica global, embora originadas em eventos internacionais, reverberam diretamente na vida dos moradores de Montes Claros e de todo o Norte de Minas. A valorização da moeda americana tende a encarecer produtos importados, desde eletrônicos e peças automotivas até insumos agrícolas e medicamentos, impactando o custo de vida e a inflação regional.

Empresas locais que dependem de importações para sua produção podem enfrentar aumento nos custos, o que, por sua vez, pode ser repassado ao consumidor final. Por outro lado, para exportadores da região, como os setores de agronegócio e mineração, um dólar mais alto pode significar maior competitividade e receita em reais. O cenário de incerteza global também pode frear investimentos estrangeiros na região, impactando o desenvolvimento de novos projetos e a geração de empregos. Acompanhar as flutuações do câmbio é essencial para planejar as finanças pessoais e empresariais no Norte de Minas.

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