Dólar recua para R$ 5,24 em dia de volatilidade após conflito no Oriente Médio

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O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (6) em R$ 5,244, registrando uma queda de 0,81% após um dia de intensas oscilações no mercado financeiro. A divisa chegou a ultrapassar a marca de R$ 5,30 durante a manhã, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio. No entanto, investidores aproveitaram o patamar elevado para realizar vendas, e dados sobre a desaceleração da economia estadunidense também contribuíram para a reversão da tendência de alta.

### Correção após tensões internacionais
O agravamento do conflito no Oriente Médio gerou incertezas e volatilidade nos mercados globais. A escalada da tensão na região levou o preço do petróleo a superar os US$ 90 o barril, com uma alta de quase 30% desde o início da guerra. O bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, elevou ainda mais as cotações. O barril do tipo Brent avançou 8,52% no dia, fechando a US$ 92,69, enquanto o WTI subiu 12,2%, a US$ 90,90.

### Desaceleração nos EUA pressiona dólar
Dados recentes sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos também influenciaram o comportamento da moeda. O fechamento de 92 mil postos de trabalho em fevereiro, resultado pior que o esperado, surpreendeu os analistas. Embora parcialmente afetado por fatores climáticos e greves, o desempenho negativo levou investidores a retirarem recursos de títulos do Tesouro americano, exercendo pressão de baixa sobre o dólar em diversas praças internacionais.

### Ibovespa acumula perdas na semana
Ao contrário do dólar, o mercado de ações brasileiro não apresentou recuperação. O índice Ibovespa fechou em queda de 0,61% nesta sexta-feira, a 179.365 pontos. Com isso, o indicador acumulou um recuo de 4,99% na semana, o pior desempenho semanal desde junho de 2022. A instabilidade global e a aversão ao risco impactaram negativamente os ativos de renda variável.

### Petrobras se destaca na bolsa
As ações da Petrobras foram uma exceção no pregão desta sexta-feira, registrando fortes altas. O desempenho positivo foi impulsionado pela valorização do petróleo no mercado internacional e pelo anúncio de um aumento de quase 200% no lucro da estatal no ano passado. Os papéis ordinários subiram 4,12%, negociados a R$ 45,78, enquanto os preferenciais avançaram 3,49%, fechando a R$ 42,11.

### Reflexos para o Norte de Minas
Embora a notícia se refira ao mercado financeiro nacional e internacional, as flutuações do dólar e do preço do petróleo podem ter impactos indiretos na economia do Norte de Minas. A alta do petróleo, por exemplo, pode influenciar os custos de transporte e produção de insumos agrícolas e industriais na região, afetando diretamente o bolso dos consumidores e a competitividade das empresas locais. A volatilidade cambial também pode impactar empresas que dependem de importação ou que possuem dívidas em moeda estrangeira.

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