Eduardo Bolsonaro critica política externa de Lula e defende “Brasil à altura do seu potencial” em viagens internacionais

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Em uma série de compromissos internacionais que o levaram a Israel, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, França e Estados Unidos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) observou uma percepção convergente entre líderes políticos, empresariais e diplomáticos: o Brasil estaria perdendo espaço no cenário global.

Segundo Bolsonaro, a visão externa é de um país com imenso potencial, mas carente de previsibilidade e direção estratégica. “O Brasil que o mundo quer de volta é um Brasil estável, responsável e comprometido. Um Brasil que honra seus compromissos, que trata seus parceiros com respeito, e que entende que a diplomacia é um instrumento de desenvolvimento e não um palanque para discursos ideológicos”, declarou o ex-deputado.

Ele criticou o que chamou de “delinquência diplomática” do atual governo, citando a aproximação com regimes autoritários, o silêncio diante de violações de direitos humanos e a instrumentalização da diplomacia para fins partidários. Para Bolsonaro, essa abordagem afasta parceiros estratégicos e impede a concretização de investimentos. “A percepção externa é menos ideológica do que prática: parceiros querem saber qual é a posição do Brasil em temas estratégicos, quais são suas prioridades de longo prazo e quais compromissos são permanentes”, explicou.

Oportunidades perdidas e a visão do futuro

O ex-deputado destacou que o cenário internacional atual, com a reorganização de cadeias globais de valor e a busca por segurança alimentar e energética, oferece oportunidades raras para o Brasil. No entanto, ele argumenta que a falta de direção e a subordinação da política externa a agendas ideológicas impedem o país de capitalizar essas chances.

“Após 23 anos de erosão sistemática, interrompidos apenas pelos quatro anos do governo do presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), o capital diplomático do Brasil está praticamente esgotado”, afirmou Bolsonaro. Ele ressaltou, contudo, que a disposição para trabalhar por um Brasil com política externa pragmática e voltada aos interesses de Estado é clara em diversos países visitados.

Parcerias estratégicas em foco

A viagem serviu para reforçar o interesse de países como Israel, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, França e Estados Unidos em relações com o Brasil. Bolsonaro mencionou o potencial de Israel em tecnologia e agronegócio, a importância dos Emirados e Bahrein como hubs financeiros e logísticos, a França como ponte para a Europa e os Estados Unidos como parceiro comercial e tecnológico insubstituível.

“Em todos esses países, ficou evidente que o interesse no Brasil existe e é sólido – o que falta é previsibilidade e confiança na atual gestão”, pontuou. Ele sugeriu que a candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro, à Presidência da República, representa a possibilidade de um futuro governo comprometido com uma política externa séria e pautada pelos interesses nacionais.

A proposta para uma futura política externa, segundo Eduardo Bolsonaro, seria guiada por princípios como a primazia dos interesses nacionais, a priorização de parcerias estratégicas, o respeito aos valores democráticos e o fortalecimento de relações com países que compartilham esses valores. “Será uma política externa de Estado – e não de governo – concebida e implementada como um dos eixos estruturantes de projeto de desenvolvimento nacional”, concluiu.

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