Educação e Paz: Combater a Violência nas Escolas é Crucial para o Futuro

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A escola, espaço fundamental para o desenvolvimento e a liberdade intelectual, precisa ser, acima de tudo, um ambiente seguro. A crescente onda de violência que tem assombrado o cotidiano escolar no Brasil exige atenção urgente, pois educação e paz são indissociáveis e caminham juntas na construção de um futuro promissor para as novas gerações e para a sociedade.

Estudos recentes revelam um preocupante aumento da violência escolar na última década. Esse cenário é impulsionado pela carência de políticas públicas efetivas, pela precariedade da infraestrutura escolar, pela desvalorização dos professores e pela falta de preparo institucional para lidar com os conflitos. As consequências são trágicas: vítimas fatais e não fatais, evasão escolar e um clima educacional deteriorado.

O Ministério da Educação (MEC) reconhece as múltiplas formas de violência que afetam a comunidade escolar. Isso inclui agressões extremas, conflitos interpessoais e o bullying, caracterizado por intimidações repetitivas. A violência do entorno, como tiroteios e tráfico de drogas, que invade o ambiente escolar, agrava ainda mais a sensação de insegurança.

Dados alarmantes reforçam a urgência

O Atlas da Violência 2024, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que 11,4% dos estudantes deixaram de frequentar a escola por se sentirem inseguros, um índice que praticamente dobrou desde 2009. Os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2024 corroboram essa preocupação: 18% dos diretores escolares relataram a ocorrência de tráfico de drogas nas unidades de ensino. Além disso, 23% informaram a presença de alunos sob efeito de drogas ilícitas e 14% sob efeito de álcool.

A presença de estudantes portando armas, como facas ou revólveres, foi registrada por 18% dos diretores. O levantamento também indica que 82% dos gestores escolares reportaram ameaças ou ofensas verbais, enquanto 8% informaram que profissionais da educação foram vítimas de atentados à vida. Esses números expõem a gravidade e a complexidade da violência no ambiente educacional.

O impacto do cyberbullying e a necessidade de letramento digital

O avanço do cyberbullying agrava o cenário, com a rápida disseminação de fake news, ameaças e discursos de ódio no ambiente digital. Famílias e escolas têm o papel crucial de oferecer letramento digital, ensinando crianças e adolescentes a interpretar conteúdos, reconhecer riscos e se proteger online. Embora o setor privado já apresente avanços, essa capacitação precisa ser universalizada.

O Plano Nacional de Educação e a luta por segurança

A inclusão de metas voltadas ao combate à violência nas escolas no novo Plano Nacional de Educação (PNE), que segue para o Senado, é um passo fundamental. A discussão, que começou na Conferência Nacional de Educação (CONAE), evidenciou a necessidade de reconhecer que sem segurança, a aprendizagem se torna impossível. A articulação da sociedade civil foi essencial para que esse tema, antes ausente, fosse incorporado ao plano.

Em um ano eleitoral, a segurança, especialmente nas escolas, tende a ser um tema central no debate público. Propostas concretas, baseadas em evidências, serão observadas com atenção pela sociedade. Apresentar caminhos consistentes para enfrentar esse desafio será um diferencial para os candidatos.

Um esforço conjunto para proteger o futuro

Enfrentar a violência escolar demanda uma força-tarefa que envolva o Executivo, o Legislativo, o Judiciário, o Ministério Público e o setor produtivo. A sociedade civil organizada tem o papel de promover o debate, cobrar responsabilidade e exigir políticas públicas eficazes. Proteger a escola é proteger o futuro, e a união entre educação e paz é uma necessidade urgente.

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