Eleições 2026: Governadores e Ministros Renunciam aos Cargos para Disputar Pleito

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O cenário político brasileiro se movimenta intensamente com a proximidade das eleições de 2026. Neste sábado (4), encerrou-se o prazo para que políticos ocupantes de cargos públicos se desincompatibilizassem de suas funções, visando a disputa eleitoral. A regra, estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exige o afastamento de cargos eletivos e funções comissionadas pelo menos seis meses antes da votação para evitar o uso da máquina pública em campanhas.

A medida, contudo, não se aplica a quem busca a reeleição para o mesmo cargo.

No âmbito federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia antecipado que cerca de metade de seus ministros deixaria o governo. A previsão se confirmou: 17 ministros renunciaram para concorrer nas eleições marcadas para 4 de outubro (primeiro turno) e 25 de outubro (segundo turno).

No que tange aos governadores, 10 chefes de executivos estaduais deixaram seus cargos. Desses, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), figura como inelegível.

Governadores de Olho em Novos Voos

Das 18 cadeiras de governadores que não poderiam concorrer à reeleição por estarem no segundo mandato consecutivo, dez optaram pela renúncia. Dois destes visam a Presidência da República, sete almejam vagas no Senado Federal e um, como mencionado, está impedido de disputar.

Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, renunciou em 31 de março para se candidatar à Presidência, sendo a aposta do partido. Daniel Vilela (MDB) assumiu o governo goiano.

Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, também deixou o cargo para concorrer à Presidência. Mateus Simões (PSD), seu vice, agora comanda o estado.

No Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) renunciou para disputar uma vaga no Senado. Celina Leão (PP), vice-governadora, assumiu a chefia do executivo.

Mauro Mendes (União Brasil), ex-governador de Mato Grosso, também mira o Senado, com Otaviano Pivetta (Republicanos) empossado como novo governador.

Na Paraíba, João Azevêdo (PSB) deixou o governo em 2 de abril para concorrer ao Senado. Lucas Ribeiro (PP), vice-governador, o sucedeu.

Na região Norte, Helder Barbalho (MDB) renunciou ao governo do Pará para disputar o Senado. Hana Ghassan (MDB), a vice, agora ocupa o cargo.

Gladson Cameli (PP), ex-governador do Acre, também optou pela candidatura ao Senado, com Mailza Assis (PP) assumindo o estado.

Antonio Denarium (PP), governador de Roraima, renunciou com o objetivo de concorrer ao Senado. Denarium teve seu mandato cassado em quatro ocasiões anteriores pelo TRE-RR. Edilson Damião (União Brasil) assumiu o governo roraimense.

Renato Casagrande (PSB) deixou o governo do Espírito Santo para concorrer ao Senado. Ricardo Ferraço (MDB) assumiu como chefe do executivo estadual.

Mudanças Ministeriais para 2026

Desde o início do governo Lula em 2022, o quadro ministerial já sofreu diversas alterações. Para as eleições de 2026, 17 ministros renunciaram aos seus postos.

Fernando Haddad (PT) deixou o Ministério da Fazenda para disputar o governo de São Paulo, sendo substituído por Dario Durigan.

Macaé Evaristo (PT), ex-ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, buscará a reeleição como deputada estadual em Minas Gerais. Janine Mello assume a pasta.

Paulo Teixeira (PT), ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, sairá para concorrer à reeleição como deputado federal por São Paulo. Fernanda Machiaveli assume.

Sônia Guajajara (PSOL), ministra dos Povos Indígenas, também renunciou para disputar uma vaga de deputada federal por São Paulo. Eloy Terena assume o ministério.

Carlos Fávaro (PSD) deixou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para disputar o Senado pelo Mato Grosso. André de Paula, ex-ministro da Pesca e Aquicultura, assume a pasta.

André Fufuca (PP), ministro do Esporte, mira uma vaga no Senado pelo Maranhão. Paulo Henrique Perna Cordeiro assume o ministério.

O Ministério dos Portos e Aeroportos terá Tomé Barros Monteiro França como novo titular. O ex-ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) disputará a reeleição como deputado federal por Pernambuco.

Marina Silva (Rede) deixou o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima para concorrer a um cargo em São Paulo, sendo substituída por Paulo Capobianco.

Simone Tebet (PSB) foi exonerada do Ministério do Planejamento e Orçamento para disputar um cargo em São Paulo. Bruno Moretti assume em seu lugar.

Geraldo Alckmin (PSB) deixou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para concorrer novamente à vice-presidência. Mácio Fernando Elias Rosa assume.

Gleisi Hoffmann (PT) deixou a Secretaria de Relações Institucionais para disputar o Senado pelo Paraná.

Rui Costa (PT) renunciou à Casa Civil para concorrer ao Senado pela Bahia. Miriam Belchior assume a pasta.

Renan Filho (MDB) saiu do Ministério dos Transportes para concorrer ao governo de Alagoas. George Santoro assume como secretário-executivo.

Jader Filho (MDB) deixou o Ministério das Cidades, com a pasta sendo assumida por Antônio Vladimir Lima.

Camilo Santana (PT) saiu do Ministério da Educação, sem candidatura definida, sendo substituído por Leonardo Barchini.

Anielle Franco (PT) deixou o Ministério da Igualdade Racial para ser candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro. Rachel Barros de Oliveira assume.

Márcio França (PSB) saiu do Ministério do Empreendedorismo, da Micro Empresa e da Empresa de Pequeno Porte para disputar um cargo em São Paulo. Francisco Tadeu Barbosa de Alencar assume.

Prefeitos Buscam Novos Horizontes

Diversos prefeitos também deixaram seus cargos municipais. Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, renunciou para disputar o governo carioca, com seu vice, Eduardo Cavaliere (PSD), assumindo a prefeitura. Paes já lidera pesquisas para o Palácio Guanabara.

No Nordeste, João Campos (PSB), prefeito de Recife, renunciou para concorrer ao governo de Pernambuco. Victor Marques (PCdoB), o vice, assumiu a prefeitura da capital pernambucana.

Lorenzo Pazolini (Republicanos), prefeito de Vitória (ES), entregou seu pedido de renúncia para concorrer ao governo do estado. Cris Samorini (PP) assume o cargo municipal.

Mateus Trojan (MDB), prefeito de Muçum (RS), renunciou para disputar vaga de deputado estadual. Amarildo Baldasso (PSD) assume a prefeitura.

Evandro Scaini (PP), prefeito de Balneário Arroio do Silva (SC), deixou o cargo para buscar uma vaga na Assembleia Legislativa catarinense. Jorge Freitas (PSD) assume o município.

Volmir Rodrigues (Progressistas), prefeito de Sapucaia do Sul (SC), renunciou para se candidatar a deputado estadual. Nestor Bernardes (PP) assume a prefeitura.

João Rodrigues (PSD) renunciou à prefeitura de Chapecó (SC) para lançar sua pré-candidatura ao governo do estado. Valmor Scolari (PSD), o vice, assume o comando da cidade.

Em João Pessoa (PB), Cícero Lucena (MDB) confirmou que renunciará para disputar o governo estadual. Leo Bezerra (PSB), o vice, assumirá a prefeitura.

Eduardo Braide (PSD) deixou a prefeitura de São Luís (MA) para ser candidato ao governo do estado. Esmênia Miranda (PSD) assume a gestão municipal.

Valmir de Francisquinho (Republicanos), prefeito de Itabaiana (SE), renunciou para concorrer ao governo de Sergipe. José Paes dos Santos (PL) assumiu o cargo.

David Almeida (Avante) decidiu deixar a prefeitura de Manaus (AM) para disputar o governo do estado. Renato Júnior (Avante), o vice, assume a capital amazonense.

Arthur Henrique (PL) renunciou à prefeitura de Boa Vista (RR), com o vice Marcelo Zeitoune (PL) assumindo o comando da capital.

José Salomão (PT), prefeito de Dianópolis (TO), saiu do cargo para disputar uma vaga de deputado federal. Hormides Rodrigues Neto (PT) assumiu o lugar.

Adailton Fúria (PSD) deixou a prefeitura de Cacoal (RO) para disputar o governo de Rondônia. Tony Pablo (PSD) assume a gestão municipal.

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