FGC Aprova Plano Emergencial de R$ 36 Bilhões para Cobrir Rombo do Banco Master

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovou um plano emergencial para cobrir as perdas decorrentes da liquidação do Banco Master. Até o momento, o fundo já desembolsou aproximadamente R$ 36 bilhões de um total previsto de mais de R$ 40 bilhões para ressarcir os credores do conglomerado financeiro.

A liquidação do Banco Master, que também incluía o Will Bank, foi decretada em meados de 2023, gerando um impacto significativo no mercado financeiro. O FGC está atuando para garantir a proteção dos depositantes e investidores afetados pela intervenção.

Pagamentos em Andamento e Estimativas

O FGC já iniciou os pagamentos aos credores do Banco Master, com a maior parte dos recursos já liberada. A estimativa é que cerca de R$ 36 bilhões sejam utilizados para este fim. Além disso, o fundo ainda não começou os pagamentos relacionados ao Will Bank, que teve sua liquidação decretada posteriormente. Para o Will Bank, a estimativa de garantias a serem cobertas pelo FGC é de aproximadamente R$ 6,3 bilhões.

As perdas totais associadas ao caso do conglomerado Master também incluem linhas de crédito concedidas pelo próprio FGC a empresas do grupo, o que eleva o montante total a ser coberto.

Discussões sobre Governança e Reforma do FGC

A recomposição do caixa do FGC é vista pelo setor financeiro como um passo fundamental antes de uma possível reforma nas regras de governança do fundo. Entre as discussões preliminares, estão medidas para aprimorar a fiscalização da qualidade dos balanços das instituições associadas ao fundo, restringir níveis elevados de alavancagem e reduzir a concentração na distribuição de produtos financeiros em poucas plataformas.

Parte do setor bancário, especialmente os grandes bancos tradicionais, tem criticado o uso do FGC nos últimos anos. Segundo essa visão, algumas plataformas e instituições de menor porte teriam utilizado o fundo para alavancar seus balanços, utilizando recursos emprestados para conceder crédito, com o FGC servindo como um mecanismo para cobrir perdas em modelos de negócio considerados insustentáveis.

Alternativas em Discussão no Setor

Uma das alternativas em estudo no setor financeiro é a destinação de parte dos recursos do compulsório de depósitos à vista para reforçar o caixa do FGC. Os compulsórios são reservas que os bancos são obrigados a manter junto ao Banco Central (BC). No entanto, essa proposta depende de autorização prévia do BC, que ainda não se manifestou formalmente sobre o tema.

A atuação do FGC em situações como a do Banco Master é um ponto de atenção para o mercado, que aguarda as definições sobre as futuras regras de governança e sustentabilidade do fundo.

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