Governo de Minas amplia vacinação contra Chikungunya para Araguari e Uberlândia com meta de 50% de cobertura

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A partir desta terça-feira (31/3), o Governo de Minas Gerais expande a campanha de vacinação contra a chikungunya para os municípios de Araguari e Uberlândia, localizados no Triângulo Mineiro. A iniciativa tem como objetivo alcançar, no mínimo, 50% de cobertura vacinal entre a população adulta, na faixa etária de 18 a 59 anos.

As doses da vacina, desenvolvida pelo Instituto Butantan e indicada para a prevenção da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, serão disponibilizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em postos de vacinação localizados em pontos estratégicos das cidades. Uberlândia receberá aproximadamente 30 mil doses, enquanto Araguari terá cerca de 19 mil doses disponíveis.

Adesão populacional é crucial para controle

Eduardo Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), ressaltou a importância da participação da comunidade. “Somados ao investimento do Governo de Minas, temos apoio técnico e capacitação que fortalecem o controle vetorial. Como cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências, é fundamental que a população se engaje na vacinação e mantenha os cuidados preventivos”, declarou Prosdocimi.

A escolha de Araguari e Uberlândia para a ampliação da campanha foi baseada em critérios técnicos do Ministério da Saúde (MS), considerando a alta incidência de casos registrados em 2026 e a robustez da capacidade de vigilância em saúde na região, conforme explicou Leila de Paula Caixeta, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Uberlândia.

Quem pode e quem não pode se vacinar

A vacina é destinada a moradores com idade entre 18 e 59 anos e é administrada em dose única, com eficácia declarada de 99%. Estão contraindicadas para gestantes e lactantes, pessoas imunocomprometidas, aquelas em uso de medicamentos imunossupressores, com duas ou mais comorbidades ou doença crônica descompensada, além de indivíduos com histórico de alergia a componentes da vacina. A aplicação deve ser adiada em casos de febre ou infecção recente por chikungunya (nos últimos 30 dias). Não é recomendada a administração simultânea com outras vacinas.

Investimento estadual no combate às arboviroses

O Governo de Minas Gerais tem direcionado cerca de R$ 210 milhões anualmente para o enfrentamento às arboviroses. Em 2025, R$ 23,6 milhões foram aplicados em ações emergenciais, R$ 35,1 milhões repassados a consórcios intermunicipais e R$ 47,3 milhões antecipados para reforço de equipes, exames e adoção de tecnologias como drones e ovitrampas. Esses investimentos resultaram em uma redução de 92% nos casos confirmados de dengue em 2025, comparado ao ano anterior.

Luiz Eduardo Mendonça, dirigente da SRS de Uberlândia, enfatizou a necessidade de uma atuação integrada. “Trabalhamos com os municípios na capacitação, no mapeamento de áreas de risco e na mobilização da população para combater o mosquito”, afirmou.

Cenário epidemiológico da Chikungunya

A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, cujos sintomas mais característicos incluem dores intensas nas articulações, que podem levar à limitação de movimentos e persistir por longos períodos. Febre alta, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, fadiga e manchas avermelhadas na pele também são comuns.

De janeiro até 24 de março deste ano, Minas Gerais registrou 5.082 casos prováveis de chikungunya, com 2.950 confirmações. Um óbito foi confirmado e outro caso segue em investigação pelas autoridades de saúde.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora a ampliação da vacinação contra a chikungunya esteja focada no Triângulo Mineiro, a ação reforça a importância de medidas de controle e prevenção de arboviroses em todo o estado. O Norte de Minas, assim como outras regiões mineiras, está sob constante vigilância epidemiológica e ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. A conscientização da população sobre a importância da vacinação e dos cuidados domiciliares para eliminar focos do mosquito permanece fundamental para proteger a saúde de todos os mineiros contra doenças como a chikungunya, dengue e zika vírus. O investimento estadual em controle vetorial e a ampliação da cobertura vacinal são passos importantes para mitigar o impacto dessas doenças na saúde pública regional.

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